Agronegócios
22/04/2021 09:10

Aprosoja/Antonio Galvan: nossa soberania tem de ser respeitada; Temos dura legislação ambiental


Por Isadora Duarte

São Paulo, 22/04/2021 - O novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antonio Galvan, que tomou posse na terça-feira (20), defendeu que a soberania brasileira seja respeitada no tocante às questões ambientais do País. "(Essas críticas) são imposições para atrapalhar nosso crescimento econômico. A moratória da soja tem de ser respeitada, nossa soberania tem de ser respeitada. Temos a mais dura legislação ambiental e ainda vêm nos atacar", afirmou Galvan durante coletiva de imprensa.

Ele afirmou que as críticas levantadas quanto à política ambiental do Brasil têm fundo comercial. "Se fosse só na Amazônia, mas já está no Cerrado e daqui uns dias vai chegar na Mata Atlântica e nos Pampas. Vamos continuar defendendo que o produtor possa usar o solo", disse Galvan. Segundo ele, o Brasil usa 8% da área para produção agrícola, porcentual abaixo dos países europeus.

Em sua primeira coletiva de imprensa como presidente da Aprosoja, Galvan também fez comentários sobre problemas que produtores estão tendo na entrega de contratos fechados anteriormente, especialmente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). "Tivemos problemas por falta de chuva e produtores vêm sofrendo desconto por aparência do grão. Não houve perda de qualidade", afirmou Galvan.

O representante do setor produtivo defendeu que a remuneração seja feita com base na qualidade e não aparência da oleaginosa. "É comprovado cientificamente que o grão aparentemente feio ou com defeito tem a mesma qualidade do grão bonito e sem defeito. Não plantamos soja para vender grão bonito e sim para seu uso e pela sua qualidade como proteína vegetal e animal", argumentou.

Galvan afirmou que a Aprosoja apoia e vai participar dos protestos marcados no País para 15 de maio. De acordo com Galvan, a manifestação é organizada pelo Movimento Brasil Verde e Amarelo e tem como objetivo pedir a ordem e o respeito entre os poderes. "Há alguns governadores se excedendo (nas medidas de controle da pandemia). A população quer trabalhar e poderia estar trabalhando com os cuidados sanitários", defendeu.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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