Agronegócios
28/07/2020 11:16

Grãos/Commerzbank: cotações são pressionadas por melhora na qualidade das lavouras dos EUA


Por Isadora Duarte

São Paulo, 28/07/2020 - A melhora na qualidade das lavouras da safra 2020/21 dos Estados Unidos continua pressionando os preços dos futuros de soja e milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), avalia a analista de commodities agrícolas do banco, Michaela Kühl. Segundo a analista, apesar das vendas externas fortes e da menor área cultivada com os grãos, as cotações permanecem sendo direcionadas pela boa evolução da safra norte-americana, conforme mostra o relatório semanal de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado às segundas-feiras. Ontem, o levantamento do USDA, publicado após o fechamento do mercado, revelou que 72% da safra de soja e milho tinha condição boa ou excelente até o último domingo (26), um aumento de 3 pontos porcentuais ante a semana anterior.

Em virtude do clima favorável ao desenvolvimento da cultura, na última sessão, o futuro de milho para dezembro fechou em queda de 0,50 cent (0,15%) em US$ 3,3450 por bushel. Michaela atribui o desempenho baixista do cereal à melhor avaliação das lavouras acima do esperado. "Somente em 2016 a avaliação foi mais alta nessa época do ano nos últimos cinco anos. As chuvas ajudaram recentemente as plantas de milho em um estágio sensível de seu desenvolvimento, tornando provável o alto rendimento", observa a analista.

Já o contrato para novembro da soja terminou praticamente estável com leve alta de 0,50 cent (0,06%), para US$ 8,9975 por bushel, impulsionado pela boa demanda pelo grão norte-americano e limitado pelo andamento da safra. "A avaliação de 72% das lavouras em condição boa ou excelente é o número mais alto nesta época do ano nas últimas cinco temporadas. Portanto, não há razão para não esperar altos rendimentos de soja também", acrescenta Michaela.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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