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15 de maio de 2026
Por Tânia Rabello e Isadora Duarte
São Paulo, 15/05/2026 – Eventos climáticos passaram a influenciar de forma direta o mercado de compra e venda de terras agrícolas no Brasil, com investidores cada vez mais atentos ao histórico de chuvas. A tragédia climática no Rio Grande do Sul, por exemplo, alterou a dinâmica do mercado de terras gaúcho.
A queda nos preços atraiu investidores e compradores em busca de oportunidades, embora o perfil desses interessados tenha mudado. “Não é bonito dizer isso, mas muitos investidores e especuladores olham hoje para o Rio Grande do Sul em busca de oportunidades com preços mais baixos de terras”, reforçou a CEO da Chãozão Agro, Georgia Oliveira, durante o painel “O agro e a Faria Lima: como o agro e o mundo financeiro podem se entender?”, realizado nesta sexta-feira no palco Futuro do Agro, com apoio da Broadcast, durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), evento promovido pelo Estadão em parceria com a Base, na capital paulista.
Segundo a executiva, cuja plataforma trabalha com compra e venda online de terras, o perfil do comprador de terras também mudou nos últimos anos, com maior entrada de investidores que não necessariamente têm origem no agronegócio. Ela afirmou ainda que muitos compradores que adquiriram propriedades durante o governo anterior agora colocam essas áreas novamente à venda. Oliveira destacou que o comprador atual está mais profissionalizado e analisa indicadores climáticos antes de investir. Entre os principais critérios está o histórico de precipitação das regiões produtoras. “Uma das primeiras coisas que o comprador olha hoje é o índice pluviométrico”, afirmou.
Ela citou regiões como Goiás, Tocantins, Bahia e Maranhão, que continuam atraindo interesse, mas apresentam diferenças relevantes entre áreas com boa disponibilidade hídrica e regiões que exigem maiores investimentos em irrigação, como pivôs centrais. A executiva afirmou que a plataforma da Chãozão, de compra e venda de terras online, já permite aos compradores analisar o histórico de chuvas dos últimos dez anos nas propriedades anunciadas.
Contatos: tania.rabello@estadao.com e isadora.duarte@estadao.com
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