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14 de maio de 2026
Por Leticia Fernandes, do Estadão
Brasília, 14/05/2026 – A ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos, um dos raros nomes em ascensão no PT, defendeu nesta quinta-feira, 14, que o partido apoie o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) para o governo de Minas Gerais.
Ela afirmou ter apostado no nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para encabeçar a chapa do presidente Lula no segundo maior colégio eleitoral do País, mas disse que “perdeu a aposta” e agora é “bola pra frente”. Pacheco deixou claro esta semana ao presidente do PT, Edinho Silva, que não pretende ser candidato ao governo mineiro.
“Fiz uma aposta e perdi. Eu fiz parte dessa grande torcida para que ele (Pacheco) fosse o nosso candidato ao governo, mas perdi. Agora é bola pra frente e reconstruir a alternativa. A vida é assim, perdas e ganhos”, afirmou Marília em entrevista à Coluna do Estadão.
Apoio a Kalil ‘sem caçar pelo em ovo’
A petista, que é pré-candidata ao Senado e lidera as pesquisas recentes, conversou ontem com o presidente do PT, Edinho Silva, e afirmou ao dirigente que eles precisam ser práticos e apoiar uma alternativa viável e que esteja bem colocada, caso de Kalil.
“Temos que ser práticos, não podemos caçar pelo em ovo. Temos agora que comer o mingau pelas beiradas, como bom mineiro, sem queimar a língua, e marchar pra frente com o Kalil. Foi o que disse ao Edinho”, defendeu.
Como mostrou a Coluna, Alexandre Kalil vem construindo uma candidatura de centro ao governo de Minas Gerais e prefere não colar o nome ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, ele tem dito que está aberto ao diálogo com os petistas.
‘Hora de deixar de lado o que nos separou’, defende petista
Um dos principais temores de Kalil é que o cenário de 2022 se repita, quando ele foi candidato ao governo com apoio de Lula e perdeu no primeiro turno para o então governador Romeu Zema (Novo).
Outra questão que desagradou o pedetista foi o anúncio de apoio a Lula que o presidente do PDT, Carlos Lupi, fez no início do ano, atropelando o ex-prefeito de BH. Na ocasião, Kalil disparou: “Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser”.
Apesar das rusgas, Marília Campos defende que Lula e Kalil “deixem de lado as diferenças” e se unam nas eleições de outubro.
“Tem problemas nas relações políticas de ambos os lados, mas a vida é feita de encontros e desencontros. Se em algum momento desencontrou, agora é hora de encontrar, de deixar de lado o que nos separou”, disse a petista.
Alexandre Kalil aparece na pesquisa Genial/Quaest do fim de abril em segundo lugar nas pesquisas, com 14%, atrás apenas do senador Cleitinho (Republicanos), que tem 30%, mas que ainda não definiu se será candidato.
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