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13 de maio de 2026
Por André Marinho e Altamiro Silva Junior
São Paulo, 13/05/2026 – O vice-presidente de Gestão Financeira (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias da Silva, disse que a motivação da revisão de algumas das projeções do banco para 2026, como o custo de crédito e o lucro líquido, não levou em conta o que aconteceu no primeiro trimestre, mas dos períodos posteriores. O agronegócio ainda é o que gera mais cautela e com o maior risco, mas houve um elemento novo que foi um reforço prudencial nas provisões da pessoa física, por conta do alto endividamento das famílias, ressaltou o executivo em vídeo divulgado junto com o balanço.
“A carteira do agronegócio, sem dúvida alguma, é o maior ofensor, em termos de risco do crédito. A minha recuperação ainda não pegou tração”, disse ele. O BB teve recuperação de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, mas esperava um nível de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões por trimestre. “As esteiras ainda estão sendo normalizadas.”
Há ainda um elemento novo, que é a carteira da pessoa física, dado o agravamento do risco, em função do maior endividamento das famílias, ressaltou Tobias. “Já nos antecipamos e reforçamos a provisão, principalmente para a carteira de cartão de crédito.”
Nesse ambiente, a inadimplência curta (30 dias) do banco aumentou e tende a migrar para os indicadores para atrasos acima de 90 dias, ressaltou o executivo. O Novo Desenrola, programa do governo para renegociar dívidas, pode ajudar, mas ainda é cedo para ver os impactos, completou.
“O que mais nos traz cautela é a carteira de agronegócios”, disse Tobias, ressaltando que o risco continua muito elevado.
Tobias lembrou que no começo do ano passado, o banco suspendeu os guidances, porque não tinha clareza sobre o que estava acontecendo no agronegócio. “Agora é totalmente diferente”, disse no vídeo, ressaltando que o BB tem avaliado as carteiras dentro das operações que foram renegociadas, mais antigas, e que continuam com patamar de pontualização aquém do que o banco considera ideal para recuperar o nível de risco.
As novas safras agrícolas – 2025/2026 – já com empréstimos com garantias mais robustas, como alienação fiduciária, apresentam um índice de pontualização melhor, mas não o suficiente para justificar o guidance, ressaltou Tobias. “Tudo o que estamos fazendo é para normalizar essa carteira.”
A expectativa para custo do crédito do BB em 2026 aumentou de R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.
Contatos: andre.marinho@estadao.com; altamiro.junior@estadao.com
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