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13 de maio de 2026
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, descartou que o aviso da União Europeia (UE) de barrar a carne brasileira a partir de setembro tenha relação com a assinatura do acordo do bloco do Norte com o Mercosul no início deste mês. Segundo o chanceler explicou em entrevista à CNN Brasil, a colocação em dúvida do uso de alguns medicamentos pelos produtores domésticos no gado nacional não é nova e já vinha sendo discutida entre as partes. Para ele, o diálogo com a UE continuará e o Brasil provará que está agindo conforme as regras, pois a carne brasileira é “inatacável”.
“A questão de aprovação de sanidade dos produtos brasileiros, é uma questão que se trata cotidianamente, sempre. O Brasil é um grande exportador de proteína animal para os Estados Unidos, para a União Europeia, para a Ásia, para todos os continentes”, disse. “O Brasil é um dos maiores exportadores no setor agrícola de forma geral e esse diálogo com as autoridades locais é constante porque a vigilância sanitária em cada país – como também é no Brasil – sempre evolui e pede informações adicionais”, continuou.
Essa questão específica com a UE, conforme o chanceler, já vinha sendo discutida. “Isso não é uma novidade e tampouco é uma decisão que entra em vigor automaticamente. Se entrar em vigor, será em setembro deste ano e neste período evidentemente que se pode conversar e negociar e trocar informações entre as equipes técnicas”, explicou.
Vieira detalhou que o aviso veio de uma instância técnica da União Europeia em que se está discutindo a questão de usos diferentes medicamentos na produção das proteínas. “Isso continuará sendo examinado, todos os dados serão trocados e nós temos a certeza de que poderemos provar que a qualidade da carne brasileira – que é reconhecida no mundo inteiro – é sem dúvida nenhuma inatacável. Nós temos excelentes produtos, excelentes qualidades e usamos apenas os medicamentos que são aprovados mundialmente”, afirmou.
O ministro considerou que “não é pouco” ter a aprovação para exportação de carne brasileira para a União Europeia, para os Estados Unidos, para os países da Ásia. “São países que têm exigências grandes e nós sempre as cumprimos. Acho que é uma questão que não tem nada a ver com a aprovação e entrada em vigor agora, nos últimos dias, do acordo com a União Europeia. É a continuação dos contatos entre as equipes técnicas para se manter a comprovação em dia de que a produção é feita dentro dos critérios internacionais, dos critérios com a aprovação dos medicamentos, dos critérios de todos, todas as regras permitidos e aceitos internacionalmente.”
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