Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
13 de maio de 2026
Por Thais Porsch
São Paulo, 13/05/2026 – A presidente do Federal Reserve (Fed) de Boston, Susan Collins, alertou hoje que é possível que o banco central dos EUA precise aumentar as taxas de juros para conter as pressões inflacionárias.
Em evento do Clube Econômico de Boston, Collins ponderou que provavelmente será necessário manter a atual postura de política monetária, ligeiramente restritiva, por algum tempo, mas que cinco anos de inflação acima da meta reduziram sua paciência para “ignorar” outro choque de oferta. “Embora eu espere que a normalização da política possa ser retomada no final deste ano, também posso imaginar um cenário que exija algum aperto na política para garantir que a inflação retorne a 2%”, pontuou.
No atual momento, ela vê a política monetária bem posicionada para se ajustar conforme necessário às condições econômicas em evolução.
Segundo a dirigente, o choque de energia aumentou a incerteza, inclinando os riscos da atividade para o lado negativo e os riscos da inflação para o lado positivo. Mesmo que o conflito no Oriente Médio seja resolvido em breve, ela espera que o processo de desinflação ganhará mais força apenas no próximo ano.
Collins explicou que os preços altos são, em parte, resultado dos efeitos contínuos das tarifas, mas também reflete o poder de precificação das empresas, dada a demanda resiliente e os ganhos de produtividade recentes, que demoram a reduzir as pressões sobre os preços.
Apesar do cenário, a presidente do Fed de Boston frisou que taxa de desemprego tem se mantido relativamente estável desde julho e que a atividade econômica está resiliente. Em relação ao passado, haverá potencialmente menos efeitos adversos em meio à força dos EUA como um exportador de energia – mas um conflito prolongado no Oriente Médio pode levar a pressões inflacionárias e repercussões negativas para a economia real, acrescentou.
Contato: thais.porsch@estadao.com
Veja também