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13 de maio de 2026
Por Wilian Miron
São Paulo, 13/05/2026 – A Dasa manteve no primeiro trimestre de 2026 a trajetória de redução da alavancagem financeira após a reestruturação do portfólio realizada ao longo de 2025, marcada por desinvestimentos e maior foco no segmento de diagnósticos.
A dívida líquida financeira após aquisições a pagar e antecipação de recebíveis encerrou março em R$ 5,646 bilhões, queda de 46% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a alavancagem financeira caiu para 2,99 vezes, ante 4,17 vezes no primeiro trimestre de 2025, uma redução de 1,18 vez.
Segundo a companhia, o avanço reflete a evolução operacional, a disciplina na gestão de capital e a simplificação da estrutura após a desconsolidação de ativos hospitalares e a venda de operações consideradas não estratégicas. Considerando apenas o escopo atual das operações, a alavancagem ficou em 3,09 vezes, abaixo das 3,13 vezes registradas no quarto trimestre de 2025.
Em meio à reorganização, a companhia também reduziu os investimentos no trimestre. O capex total somou R$ 24 milhões entre janeiro e março, queda de 38,5% na comparação com a base comparável do primeiro trimestre de 2025. Desse total, R$ 13 milhões foram destinados a tecnologia e digitalização, enquanto R$ 11 milhões foram aplicados em manutenção e expansão operacional.
Segundo o diretor-presidente da companhia, Rafael Lucchesi, a Dasa busca priorizar projetos de maior retorno financeiro e iniciativas voltadas ao ganho de eficiência operacional: “Buscamos combinar uma base operacional sólida com evolução tecnológica aplicada de forma pragmática. Estamos avançando em iniciativas de IA no diagnóstico, área na qual somos pioneiros em saúde, e automação de processos, sempre conectando tecnologia a eficiência operacional e melhor experiência médica e do paciente”.
Lucchesi afirmou ainda que a empresa segue disciplinada em redução gradual de alavancagem, mas enxerga oportunidades em expansão de capacidade, produtividade e tecnologia. “Hoje temos um negócio com marcas fortes, escala produtiva, capacidade de execução e um modelo de crescimento e margem que vem se confirmando trimestre após trimestre”.
Como parte da estratégia de racionalização da operação, a rede reduziu o número de unidades de atendimento de 849 para 838 nos últimos 12 meses, o equivalente ao fechamento de 11 unidades e a uma redução de aproximadamente 1,3% na comparação anual. Segundo a empresa, o movimento reflete o encerramento planejado de operações de baixo desempenho, combinado ao fortalecimento de unidades consideradas estratégicas e à expansão de serviços de maior valor agregado, como atendimento premium, B2B (direcionado a empresas) e domiciliar.
Contato: wilian.miron@estadao.com
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