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Carne bovina/Abiec: Brasil está se adequando a exigências da UE e tem até setembro para evitar suspensão

13 de maio de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 13/05/2026 – A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou, ontem (12), que o Brasil está em processo de adequação às novas exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos na produção animal e que o País tem até setembro de 2026 para apresentar as garantias requeridas pelo bloco e evitar um eventual embargo às exportações.

A manifestação da entidade ocorre após a UE atualizar a lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco, retirando o Brasil do grupo de nações consideradas em conformidade com as exigências do Regulamento (UE) 2019/6. Segundo a decisão europeia, o País deixou de integrar a lista por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos para fins de crescimento ou rendimento na pecuária.

Em comunicado, a Abiec ressaltou que “não há, neste momento, qualquer proibição das exportações (de carne bovina) para o bloco” e que o Brasil “segue plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu”. “O eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida”, afirmou a entidade.

Segundo a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias. A Abiec informou ainda que mantém diálogo técnico com as autoridades competentes sobre o tema e que há previsão de uma missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avançar na conclusão do processo técnico.

A entidade também destacou que a nova regulamentação europeia só passa a produzir efeitos a partir de 3 de setembro de 2026 e que o processo de adequação segue em andamento. No comunicado, a Abiec afirmou ainda que a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”. “Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo”, acrescentou a associação.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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