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Brazil Week/Fazenda/Débora Freire: benefícios tributários precisam de metas quantificáveis

11 de maio de 2026

Por Karla Spotorno, enviada especial

Nova York, 11/05/2026 – A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou que o Brasil precisa e o governo trabalha em uma governança dos benefícios tributários. “Os benefícios tributários terão metas quantificáveis. Todo benefício terá de ser reavaliado de cinco em cinco anos”, afirmou Freire durante o Brasil em Pauta Nova York, evento do Estadão na capital financeira do mundo, neste primeiro dia da Brazil Week. Nesse processo de reavaliação, os benefícios terão de mostrar seu impacto positivo e eficiência, segundo ela.

A secretária também afirmou que é preciso pensar a “arquitetura de benefícios sociais” de forma abrangente para mapear o que há de sobreposição, onde é possível ganhar eficiência e onde é necessário realizar ajustes. “Há desafios aqui. Já avançamos na interoperabilidade de dados, mas precisamos avançar num mapeamento conjunto, para saber quanto cada cidadão recebe de transferências, inclusive via isenção de imposto de renda”, afirmou.

Sobre a situação fiscal, Freire pontuou que não há uma “bala de prata” para solucionar a trajetória da dívida pública. “Precisamos continuar a revisão de gastos”, disse. Ela pontuou que a projeção é que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) estabilize em 2030. Segundo relatório do Banco Central (BC), a DBGG atingiu 80,1% do PIB (R$10,4 trilhões) em março de 2026, o que representa um aumento de 0,9 ponto porcentual do PIB em relação ao mês anterior.

Contato: karla.spotorno@estadao.com

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