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Fundo Verde destaca alta das ações de IA como grande tema e mantém exposição à renda variável

12 de maio de 2026

Por Bruna Camargo

São Paulo, 12/05/2026 – O fundo Verde, da gestora que tem como sócio-fundador Luis Stuhlberger, avalia que a valorização de empresas ligadas à inteligência artificial (IA) foi o grande tema do mês de abril, mesmo diante dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Assim, a Verde Asset mantém em seu multimercado exposição à renda variável internacional, assim como na Bolsa brasileira, de olho em oportunidades, segundo sua mais recente carta mensal de gestão.

“Apesar da guerra, o grande tema do mês foi a forte alta das ações ligadas ao ciclo de investimento em inteligência artificial. A explosão de demanda por capacidade computacional e de memória, a partir do crescimento exponencial do consumo de tokens por ferramentas como Claude Code e OpenAI Codex, é dinâmica dominante no mercado acionário americano (e outros como Coréia e Taiwan). Temos visto revisões positivas de expectativa de lucro das empresas americanas, especialmente daquelas ligadas a semicondutores e os chamados hyperscalers, dinâmica confirmada na recente temporada de divulgação de resultados das empresas”, avalia a equipe de gestão da Verde, destacando que o tema “excepcionalismo americano” voltou a ser discutido.

Em relação ao Brasil, a gestora diz que o País, que vinha se beneficiando “enormemente” de fluxos externos nos meses anteriores, viu alguma acomodação ao longo de abril, com os primeiros sinais de saídas pontuais de capital. “No momento que os mercados mudaram seu foco da guerra (e petróleo) para a dinâmica de tecnologia e IA, a atratividade relativa do País, já num preço mais caro, ficou menor. Mantemos o olhar atento para oportunidades que surjam nesse contexto se a correção do mercado local se aprofundar”, afirma a equipe.

Assim, o fundo manteve exposição em renda variável, tanto no Brasil quanto no mercado global. Nos Estados Unidos, a Verde manteve a alocação aplicada em juro real e comprada na inflação implícita, enquanto na renda fixa local não tem posições direcionais. A gestora também informou ter zerado a maior parte das posições de moedas por disciplina de risco, mantendo apenas opções de compra no real. Ainda há alocação em ouro e prata, assim como uma compra de proteção de crédito da Arábia Saudita e posições compradas em petróleo através de opções. A alocação de crédito local foi mantida.

Resultado em abril

Em abril, o Verde FIC FIM apresentou alta de 2,71%, acima do indicador de referência, o CDI, que teve alta de 1,09%. No ano até agora, o fundo acumula valorização de 7,41%. O resultado do mês passado se deu tanto no exterior quanto no mercado local, na posição comprada em real e em posições de juros reais nos Estados Unidos. Já as perdas vieram das posições em metais preciosos e no hedge em crédito da Arábia Saudita.

Contato: bruna.camargo@estadao.com

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