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Brazil Week/Millen: chance de IPO é de 25% entre novembro e dezembro e de 75% no início de 2027

12 de maio de 2026

Por Karla Spotorno, enviada especial

Nova York, 12/05/2026 – A janela para ofertas no mercado de ações brasileiro pode reabrir no último bimestre desse ano, passadas as eleições no Brasil. Mas há uma chance maior que isso aconteça no início de 2027. A avaliação é do diretor de emissão de ações (ECM) o Citi para América Latina, Marcelo Millen. Há 25% de chance de novos IPOs entre novembro e dezembro e 75% de chance no primeiro bimestre do ano que vem.

“Não vejo nenhum IPO vindo a mercado no curtíssimo prazo. A próxima janela seria entre junho e julho, mas não vejo nenhuma companhia preparada. Isso nos leva a olhar a janela seguinte, setembro e outubro, que não é a ideal por conta de eleição. Por isso, entendemos que há algumas viabilidade para o fim do ano”, disse Millen em entrevista coletiva em Nova York, onde o Citi realiza evento para clientes durante a Brazil Week.

Millen e o diretor para emissão de dívida (DCM) do Citi para América Latina, Alexandre Castanheira, avaliam que a corrida presidencial deste ano não é uma preocupação entre investidores e players. “Eleição não é uma discussão hoje na mesa com os investidores, no processo de decisão deles de investir no Brasil”, disse Castanheira.

“O movimento mais pesado no mercado local de renda fixa tem a ver com o que aconteceu nas NTN-Bs, que foi uma função mais técnica talvez do que de fundamento”, disse Castanheira.

Millen concordou e disse que, embora o tema eleição seja sempre relevante, o investidor estrangeiro não está decidindo sobre sua alocação de capital de olho na corrida presidencial. “O investidor estrangeiro não está decidindo colocar capital no Brasil em função de eleição. No ano passado, o fluxo líquido de investidores estrangeiros foi de R$ 34 bilhões. Só nesse ano, já foram R$ 68 bilhões”, explica.

O diretor de ECM do Citi disse que a influência do tema eleitoral deve ganhar importância na alocação do investidor mais em função da “construção da narrativa de como vai ser a administração do País pelo futuro governo, como por exemplo, como o Brasil vai lidar com taxa de juros, crescimento econômico”. “Não acho que eleição hoje é um tema”, afirmou Millen.

Contato: karla.spotorno@estadao.com

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