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11 de maio de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 11/05/2026 – O Novo Desenrola Brasil deve beneficiar as métricas de qualidade de curto prazo dos bancos, mas não resolve os problemas estruturais da inadimplência no País. A análise é da S&P Global Market Intelligence, divisão da agência de classificação de risco que fornece dados e ferramentas de inteligência de mercado.
O programa, anunciado na semana passada pelo governo, é voltado para trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, além de micro e pequenas empresas com faturamento anual inferior a R$ 4,8 milhões.
Para apoiar o programa, o Tesouro injetará 5 bilhões de reais no Fundo de Garantia de Operações (FGO), valor que a S&P Global Market Intelligence considera modesto e com pouca probabilidade de aumentar significativamente o déficit fiscal.
O apoio do FGO e a permissão para o uso de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas são um incentivo significativo para as instituições financeiras, permitindo baixas contábeis de empréstimos com risco de perdas limitado, de acordo com a análise. A divisão da S&P também não espera impacto significativo nos lucros dos bancos.
Apesar disso, a S&P Global Market Intelligence alerta que os riscos de crédito podem retornar a médio e longo prazo, a menos que haja desalavancagem das famílias. A reedição de um programa de renegociação de dívidas também cria incentivos e expectativas para que os devedores contem com iniciativas semelhantes no futuro, o que pode elevar a inadimplência à frente, conforme o relatório.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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