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8 de maio de 2026
Por Naomi Matsui
Brasília, 08/05/2026 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, usa as investigações sobre o banco Master para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integrantes do PT, mas omite o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um de seus aliados e que é investigado pela Polícia Federal na mesma operação.
Desde ontem, 7, Flávio já publicou dois vídeos sobre o tema. No primeiro, horas depois de uma busca e apreensão contra Ciro, Flávio defende as investigações e a criação de uma comissão parlamentar para apurar o caso. O presidenciável, no entanto, não mencionou em nenhum momento o nome de Ciro Nogueira ou do PP.
“Se há qualquer suspeita, tem que ser investigada. Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política, e o Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel”, afirmou.
O “zero um” aproveitou as operações para direcionar as críticas ao PT. “Como esse banco cresceu, quem estava por trás, quem se beneficiou, e quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT Nacional e da Bahia?”, questionou no mesmo vídeo.
Em outra publicação, realizada na manhã desta sexta-feira, 8, Flávio citou nomes como Lulinha (filho de Lula); o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; e os ex-ministros Rui Costa e Ricardo Lewandowski, novamente sem citar Ciro.
“Será que o PT está contra a CPI porque envolve políticos da Bahia, que eles controlam há mais de 20 anos? Ou será porque a família do Jaques Wagner, líder do PT, recebeu R$ 11 milhões em uma empresa ligada ao caso?”, perguntou. “O PT não quis investigar, tentou travar, mas não conseguiu. A oposição assinou, eu assinei, e agora a CPI vai sair. Eles querem pagar de bonzinho? Não cola”, continuou.
As declarações vêm em um momento em que Flávio tenta atrair o PP para sua campanha presidencial. Segundo Ciro, a tendência é o PP concretizar o endosso.
Ciro Nogueira foi um dos alvos da ação de busca e apreensão da Polícia Federal, dentro da 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do banco Master. Segundo a Polícia Federal, o senador teria recebido uma mesada de ao menos R$ 300 mil, além do custeio de estadias em hotéis de luxo em Nova York, despesas em restaurantes de alto padrão e a disponibilização de um cartão de crédito do banqueiro para uso pessoal do parlamentar. O senador nega irregularidades.
Contato: naomi.matsui@estadao.com
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