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Coluna do Estadão: Indefinição do PT em MG pode atrapalhar raro nome em ascensão no partido

10 de maio de 2026

Por Leticia Fernandes, do Estadão

Brasília, 10/05/2026 – A indefinição sobre um palanque do PT em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País, pode prejudicar uma dos poucos nomes em ascensão do partido: a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, pré-candidata ao Senado.

Com a provável negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em concorrer ao governo, petistas cogitam lançar uma coligação sem candidato a governador na cabeça de chapa, apenas com postulantes ao Senado e deputados.

Com isso, recairia sobre Marília a responsabilidade de dar palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e organizar os eventos de campanha para o petista no Estado conhecido por decidir as eleições presidenciais. Há a máxima repetida por políticos de que quem ganha em Minas vence no Brasil.

A ex-prefeita aparece bem avaliada para o Senado nas pesquisas de intenção de voto recentes. Na Quaest do fim de abril, ela estava em primeiro lugar, com 19%, seguida por Aécio Neves, presidente do PSDB, preferido por 11% dos eleitores.

Petista é campeã de votos em MG

Marília foi a prefeita mais bem votada do País em 2024, quando foi reeleita no primeiro turno com 60,68% dos votos. Ela já tinha comandado a cidade, na região metropolitana de Belo Horizonte, por outros três mandatos: além de 2020, também em 2004, a primeira mulher a governar a cidade mineira, e em 2008.

A ex-prefeita chegou a cobrar de Pacheco, em um vídeo gravado nas redes sociais, que definisse a sua situação no Estado. A Coluna do Estadão apurou que, após o puxão de orelha, o senador ligou para Marília e agradeceu o vídeo, mas manteve o discurso de indefinição sobre os planos.

Kalil prefere não colar nome ao de Lula

Como mostrou a Coluna, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) vem construindo uma candidatura de centro ao governo de Minas Gerais e prefere não colar o nome ao do presidente Lula.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, 6, aponta que mais da metade dos mineiros rejeita Lula (54%), enquanto 44% dos eleitores do Estado aprovam a gestão petista.

A Coluna também mostrou cenário desanimador para Lula em Minas. Enquanto o presidente Lula está com o palanque vazio para a disputa ao governo, a direita tem um festival de candidatos ao Palácio da Liberdade.

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