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Wagner, sobre relação com Alcolumbre: me reunirei com Lula entre hoje e amanhã

11 de maio de 2026

Por Naomi Matsui

Brasília, 11/05/2026 – O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta segunda-feira, 11, que se reunirá até amanhã, 12, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da relação com o Senado após a derrota imposta à indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo Wagner, Lula ainda não emitiu nenhuma recomendação sobre a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dos que foram contrários a Messias. “Não conversei [com Lula], a não ser por telefone. Por telefone não dá para aprofundar e eu daqui a pouquinho vou ao ato em memória das vítimas da Covid e provavelmente vou ter uma conversa com o presidente para ele me dizer como é que ele está pensando”, disse.

Wagner afirmou que, depois da derrota, disse a Lula que poderia haver traição de parlamentares, mas negou que haverá uma “caça às bruxas” aos dissidentes. “Eu disse ao presidente [Lula]: ‘Presidente, voto secreto é um convite a traição, como sempre se diz na política. Infelizmente, nós fomos traídos ou eu fui traído, porque a minha conta nunca baixou de 41 votos’. Não vou ficar catando quem traiu, porque posso fazer injustiça”, falou.

Wagner relembrou o momento em que Davi Alcolumbre anunciou o resultado e previu que o governo seria derrotado.

“Subi à mesa para falar com o presidente Davi […] subi pedindo a ele para abrir o painel, porque já tinha votação de 78 e só faltavam dois que eram membros da oposição. E perguntei a ele, na minha convicção de que o Messias seria aprovado, o mínimo de 41, podendo ter 43, 44, 45 votos, e ele virou e me disse: ‘Vocês vão perder por oito. Então, ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete”, contou.

Contato: naomi.matsui@estadao.com

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