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10 de maio de 2026
O São Paulo Innovation Week (SPIW) chega à capital paulista em 2026, quatro anos após o início da conferência no Rio de Janeiro, com três grandes pilares: conteúdo de qualidade, experiências imersivas e muitas possibilidades de networking. O festival de tecnologia e inovação será um local para fazer conexões com empreendedores, empresários, executivos de alto escalão e investidores.
Uma parceria entre o Estadão e a Base Eventos, o evento abre espaço ainda para grandes especialistas, brasileiros e estrangeiros, fazerem reflexões em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras, em um cenário em que a tecnologia permeia as discussões em todos os campos da vida contemporânea.
Espaços emblemáticos da capital paulista e com fácil acesso, o Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) vão abrigar mais de 2 mil palestrantes em mais de 30 palcos entre quarta-feira, 13, e sexta, 15. Tudo entremeado com experiências imersivas e sensoriais. No fim de semana seguinte (16 e 17), o festival desembarca em quatro CEUs da capital.
“Muita gente sai de São Paulo todos os anos para visitar feiras e eventos de inovação e tecnologia espalhados por cidades como Austin, Las Vegas, Londres, Lisboa ou Rio de Janeiro. Chegou a hora de inverter esse fluxo”, afirma Erick Bretas, CEO do Estadão. “Como principal polo econômico e financeiro do Hemisfério Sul, São Paulo passa agora a fazer parte do circuito dos grandes festivais mundiais de inovação. O Estadão se orgulha de fazer parte desse movimento que vai gerar novos negócios e fazer o conhecimento circular pela cidade e pelo Estado.”
“O SPIW nasce com a força de São Paulo em ser centro das grandes discussões globais. Não estamos falando apenas de inovação como tecnologia, mas como transformação, na forma como pensamos, decidimos e construímos o futuro”, afirma Jerônimo Vargas, cofundador do festival.
Negócios na prática
Entre os palestrantes do São Paulo Innovation Week, mais de 500 estão nos times de liderança de grandes companhias do Brasil e do mundo. Futuristas e especialistas em mercado de trabalho de renome internacional também estarão presentes para indicar como as empresas podem navegar rumo à inovação em uma dinâmica global complexa e marcada pelos grandes avanços da inteligência artificial (IA).
Julian Pistone, ex-Google que faz treinamentos com lideranças de alto escalão e será um dos palestrantes internacionais, cita o exemplo da Uber para reforçar que eventos de inovação como o SPIW podem ajudar na evolução dos negócios mais do que a maioria das tarefas realizadas em uma rotina empresarial.
“Há uma história famosa – morei na Irlanda por muitos anos – em que, após um dos grandes eventos de tecnologia, o fundador da Uber estava em um pub famoso tomando uma (cerveja) Guinness com seu primeiro grande investidor, que, se não me engano, investiu US$ 25 milhões, e esse foi o primeiro grande impulso. O dinheiro flui muito mais rápido nesses ambientes do que em uma sala de reuniões”, afirma Pistone.
O especialista lembra que o São Paulo Innovation Week é importante para a consolidação do ecossistema de inovação da capital paulista, principal polo da América Latina para negócios inovadores. “Dá esperança, dá energia e proporciona conhecimento e aprendizado em um ambiente extremamente difícil, cheio de pressão e incerteza”, diz.
Fábio Queiroz, cofundador da plataforma Innovation Week e curador da trilha de varejo da conferência, afirma que os visitantes podem buscar mentoria e investimentos para tirar negócios do papel, assim como já ocorreu em edições anteriores.
“No Rio de Janeiro, a área de open innovation do evento teve 2 mil startups, e elas estavam no mesmo pavilhão dos investidores-anjo. Ali, elas tiveram a oportunidade de bater à porta de um deles lá e falar: ‘Eu preciso de R$ 1 milhão para tirar meu sonho do papel ou para acelerar aquilo que eu já criei’. O investidor pode condicionar o aporte a algumas métricas. Ao lado, temos os mentores. O empreendedor pode ir até eles, contar sua história e receber orientações sobre como atender aos pedidos dos investidores”, afirma.
Alessandra Andrade, diretora-presidente da São Paulo Negócios, agência oficial de promoção de investimentos e exportações da Prefeitura, afirma que o SPIW atrai visitantes que consomem na cidade (hospedagem, transporte, alimentação e comércio), gerando riqueza e empregos.
“Os eventos de inovação são uma forma muito legal da gente crescer não só a nossa economia, mas o nosso mercado também. Se estamos trazendo gente para São Paulo, estamos aumentando o nosso mercado consumidor”, afirma.
Por isso, a agência vê grande potencial econômico, e Alessandra conta que a Prefeitura de São Paulo mapeará esses dados para subsidiar políticas públicas de atração de negócios para a cidade.
Futuro do trabalho
Os especialistas em futuro do trabalho levarão ao SPIW discussões sobre como as empresas precisam se transformar profundamente e, ao mesmo tempo, guiar seus trabalhadores a reaprender a executar suas funções diante do crescente uso de inteligência artificial em diversas atividades.
Palestrante, o futurista Ian Beacraft, CEO da consultoria Signal and Cipher, afirma que um dos principais erros das companhias que implementam o uso de IA é contar com os trabalhadores para descobrirem como usá-la para serem mais produtivos, em vez de ter um plano estruturado de uso para beneficiar os negócios.
“É na tecnologia que o maior progresso está sendo feito, mas ela muda a estrutura de como o trabalho é feito, a estrutura de tomada de decisão, a forma como a liderança se apresenta e onde o poder está consolidado”, diz Beacraft.
Uma das grandes inquietações da atualidade – se a IA acabará ou não com muitos empregos – vai estar presente nas discussões. O futurista americano Neil Redding afirma que isso deve acontecer com algumas funções e que, ao mesmo tempo, essa tecnologia abre portas para que as pessoas criem seus próprios trabalhos para ter renda.
“Será uma era de ouro para o empreendedorismo, mas acredito que muitas pessoas perderão seus empregos. É papel da sociedade e da cultura ajudar a tornar essa transição o mais tranquila possível, fornecendo redes de segurança econômica ou mecanismos de apoio econômico para os empreendedores”, diz Redding, palestrante do SPIW.
Já Adriana Schneider, fundadora da consultoria Humanare e uma das curadoras do São Paulo Innovation Week, lembra da importância de manter o pensamento crítico inerente à condição humana para lidar com o avanço tecnológico, ou seja, sem terceirizar o pensamento e processo decisório para a IA.
“Quando delegamos a capacidade de pensar para uma máquina, só reproduzimos o que ela pensou. Nós que nos tornamos robotizados. Jovens profissionais têm mais perigo porque ainda não têm experiência de vida, não têm um repertório muito profundo. Mas o uso da IA nos negócios é irreversível. Precisamos nos letrar nessa nova relação”, afirma.
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