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30 de janeiro de 2026
Por Eduardo Barretto, do Estadão
A Justiça de Pernambuco ordenou a retomada de uma investigação de um suposto esquema de desvio de verbas públicas envolvendo contratos da prefeitura do Recife para a manutenção de prédios. Uma parte das apreensões contra empresários investigados havia sido anulada em novembro, três meses após o Ministério Público deflagrar a operação Barriga de Aluguel.
Procurada, a prefeitura do Recife afirmou que não faz parte da investigação formalmente, e que “confia na legalidade das contratações da gestão municipal”. Leia o comunicado ao fim da reportagem.
A decisão que retomou a investigação foi tomada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco na última quarta-feira, 28. O relator do caso é o desembargador Mauro Alencar de Barros, que atendeu a um recurso da Procuradoria estadual contra a anulação de parte da operação.
O Ministério Público diz apurar a existência de uma “organização criminosa dedicada a fraudar licitações e contratos administrativos, desviar recursos públicos e lavar dinheiro”. Segundo a investigação, a verba pública desviada deveria ser aplicada na manutenção e recuperação de prédios da prefeitura do Recife.
Leia o comunicado da Prefeitura do Recife
“O procedimento sob julgamento não tem relação com a Administração Pública e seus agentes e a Prefeitura confia na legalidade das ações e contratações realizadas pela gestão municipal.
Ademais, segundo os autos, a retomada da apuração solicitada por órgãos de controle diz respeito a uma etapa da investigação, que avalia a conduta de um núcleo empresarial. A Prefeitura do Recife não integra, formalmente, o rol de investigação da operação em questão.”
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