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19 de janeiro de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 19/01/2026 – As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul recuaram 0,77% em 2025, totalizando 686,3 mil toneladas embarcadas ao exterior, em comparação com 2024. Em receita, as vendas externas somaram US$ 1,24 bilhão em 2025, queda de 1,35% em relação aos US$ 1,26 bilhão do ano anterior. O recuo esteve diretamente ligado aos embargos impostos após o caso de Influenza Aviária, que impediram a retomada das exportações para a China, destacou a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) em nota.
O balanço foi apresentado nesta sexta-feira pela Organização Avícola do RS (O/A.RS), formada pela Asgav e pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Estado (Sipargs), em coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre.
Segundo a entidade, o desempenho do setor no ano passado foi marcado por adversidades sanitárias e climáticas, como enchentes e o foco de influenza Aviária registrado em maio, mas também por uma atuação coordenada com órgãos oficiais e instituições parceiras.
“A baixa nas exportações está diretamente ligada aos embargos decorrentes do caso de Influenza Aviária registrado no Estado, o que evitou a retomada das exportações para a China, pois se tivéssemos exportando para os chineses teríamos fechado o ano com ligeiro crescimento”, afirmou o presidente executivo da O/A.RS, na nota, José Eduardo dos Santos.
Apesar das restrições no comércio exterior, a produção manteve-se em expansão. O Rio Grande do Sul abateu cerca de 808 milhões de aves em 2025, volume 1,5% superior ao de 2024, e produziu 1,8 milhão de toneladas de carne de frango, mantendo-se como o 3º maior produtor e exportador do Brasil.
O segmento de ovos também sentiu os efeitos do bloqueio ao mercado chinês. As exportações totalizaram 6,2 mil toneladas em 2025, recuo de 3,91% ante as 6,5 mil toneladas embarcadas em 2024. Ainda assim, o faturamento cresceu, alcançando US$ 23,6 milhões, alta de 39,1% sobre os cerca de US$ 17 milhões registrados no ano anterior, em meio à valorização global dessa proteína.
Para 2026, o setor projeta recuperação, desde que se mantenham condições sanitárias favoráveis e não ocorram eventos climáticos extremos. A expectativa é de crescimento de 3% a 4% nos volumes exportados de carne de frango e de 10% a 20% nas exportações de ovos.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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