Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Reunião de Lula e Trump a portas fechadas termina; agora presidentes almoçam na Casa Branca

7 de maio de 2026

Por Felipe Frazão, enviado especial do Estadão, e Gabriel de Sousa

Brasília, 07/05/2026 – A reunião a portas fechadas na Casa Branca entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terminou por volta das 13h50 (horário de Brasília) desta quinta-feira, 7, após quase 1h30 de duração. Agora, Lula e Trump estão em um almoço oferecido pelo americano.

Na reunião, Lula esteve acompanhado pelos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Wellington César (Justiça e Segurança Pública).

Já a equipe de Trump continha o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D Vance, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Está prevista uma entrevista coletiva de imprensa de Lula após o almoço oferecido por Trump. Normalmente, há transmissão do início das reuniões bilaterais na Casa Branca, mas, conforme apurou o Broadcast/Estadão, a inversão da ordem de acesso à imprensa foi um pedido da equipe de Lula.

Isso foi feito para evitar o que ocorreu no último encontro dos dois presidentes, na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), quando Lula ficou incomodado com perguntas feitas pela imprensa sem haver ainda conversado com Trump. A medida também é uma estratégia para evitar armadilhas feitas pelo presidente americano nestas agendas, como foram feitas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Lula e Trump tiveram um primeiro contato na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro passado. Depois, se encontraram na cúpula da Asean, em outubro de 2025.

Desde o início do mandato de Trump, em janeiro passado, a relação entre Brasil e Estados Unidos é marcada por crises. O governo americano impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, depois derrubada pela Suprema Corte do país, sancionou autoridades com a Lei Magnitsky, além de começar a investigar supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

Como mostrou o Broadcast Político, no encontro com Trump, Lula vai querer ouvir do presidente dos Estados Unidos os posicionamentos dele sobre possíveis novas sanções econômicas contra o Brasil, a guerra no Oriente Médio, crime organizado, com foco na classificação do Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, e o interesse americano nos minerais críticos brasileiros.

Contato: gabriel.sousa@estadao.com; felipe.frazao@estadao.com

Veja também