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30 de abril de 2026
Por Ana Paula Machado*
São Paulo, 30/04/2026 – O Itaú Unibanco afirmou, em seu Formulário 20-F entregue à Securities and Exchange Commission (SEC), que inflação e oscilações de juros, a escalada do conflito no Oriente Médio e mudanças na política macroeconômica no Brasil estão entre os fatores que podem afetar seus negócios, resultados operacionais, condição financeira e o valor de suas ações e valores mobiliários.
No documento, o banco diz que condições macroeconômicas e geopolíticas globais podem afetar a demanda por crédito e serviços financeiros e a capacidade de seus clientes de pagar dívidas, já que indicadores como crescimento econômico, desemprego, poder de compra, inflação e as taxas de juros e de câmbio influenciam diretamente o desempenho da economia brasileira. O 20-F inclui, nesse contexto, tensões geopolíticas e comerciais envolvendo grandes economias e afirma que medidas protecionistas e restrições comerciais podem interromper cadeias globais de suprimentos, elevar custos de produção e contribuir para preços mais altos ao consumidor ao longo do tempo, com efeitos também sobre o Brasil.
Ao detalhar o risco geopolítico, o Itaú registra que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, após uma breve escalada militar em junho de 2025 que, segundo o texto, foi rapidamente resolvida, “ressurgiu com intensidade significativa em 28 de fevereiro de 2026”. O banco afirma que as hostilidades renovadas geraram incerteza sobre fluxos regionais de energia, citando a relevância da produção global de petróleo e o papel do Estreito de Ormuz como rota de trânsito para exportações de energia, e que interrupções nesses fluxos contribuíram para preços elevados do petróleo e maior volatilidade nos mercados financeiros globais. O documento acrescenta que, embora a exposição direta do Brasil ao conflito “permaneça contida”, o episódio já teria contribuído para taxas de juros de longo prazo mais altas, refletindo expectativas de pressões inflacionárias elevadas associadas à alta da energia, e que uma escalada adicional poderia apertar as condições financeiras globais e pesar sobre a atividade econômica em diferentes países.
No Brasil, o Itaú destaca que a inflação e a volatilidade das taxas de juros já tiveram efeitos adversos materiais na economia brasileira no passado e podem voltar a afetar o banco, inclusive por impacto em margens e custos de financiamento. Segundo a instituição, os aumentos de inflação e juros podem afetar as margens líquidas ao elevar custos de captação e de concessão de crédito, além de reduzir a demanda por empréstimos e elevar o risco de inadimplência. Por outro lado, quedas de juros podem reduzir ganhos com ativos que rendem juros e pressionar as margens.
Ao tratar do risco ligado à política macroeconômica doméstica, o banco diz que o governo brasileiro “intervém na economia brasileira e faz mudanças em políticas e regulamentos” e que não tem como prever medidas futuras. O Itaú lista, entre os fatores que podem afetar seu desempenho, flutuações de juros e câmbio, inflação, instabilidade social e política, expansão ou contração da economia, requisitos de reserva e capital, liquidez dos mercados financeiro e de crédito, políticas fiscais e regulatórias, além de restrições a remessas ao exterior e outros controles cambiais. Segundo o documento, a incerteza sobre mudanças nessas políticas pode elevar a volatilidade no mercado de valores mobiliários e, por consequência, afetar o preço de mercado dos papéis emitidos por empresas brasileiras, incluindo o próprio banco.
Contato: ana.machado@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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