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Incêndio em Hong Kong: alarmes não funcionaram em testes; 89 corpos não puderam ser identificados

28 de novembro de 2025

Hong Kong, 28/11/2025 – Bombeiros de Hong Kong encontraram dezenas de corpos nesta sexta-feira, 28, em uma busca intensiva, apartamento por apartamento, no complexo residencial onde um incêndio de grandes proporções consumiu sete edifícios. As autoridades prenderam outras oito pessoas envolvidas na reforma das torres. O número de mortos subiu para 128 e muitos ainda estão desaparecidos.

Os socorristas descobriram que alguns alarmes de incêndio no complexo, que abrigava muitos idosos, não soaram quando testados, disse Andy Yeung, diretor do Corpo de Bombeiros de Hong Kong, embora ele não tenha especificado quantos estavam inoperantes ou se outros estavam funcionando.

O incêndio foi o mais mortal em Hong Kong em décadas. Um incêndio em um prédio comercial em Kowloon, em 1996, matou 41 pessoas. Um incêndio em um armazém, em 1948, matou 176 pessoas, segundo o South China Morning Post.

O fogo se alastrou rapidamente de um prédio para o outro, à medida que painéis de espuma altamente inflamáveis e andaimes de bambu cobertos por redes, aparentemente instalados por uma construtora, pegaram fogo.

Também nesta sexta-feira, as autoridades prenderam sete homens e uma mulher, com idades entre 40 e 63 anos, incluindo subempreiteiros de andaimes, diretores de uma empresa de consultoria de engenharia e gerentes de projeto que supervisionavam a reforma, informou a Comissão Independente Contra a Corrupção em um comunicado.

As equipes de resgate estavam priorizando os apartamentos de onde receberam chamadas de emergência durante o incêndio, mas não conseguiam chegar enquanto as chamas estavam fora de controle, disse Derek Armstrong Chan, vice-diretor do Corpo de Bombeiros de Hong Kong, a repórteres. Os bombeiros levaram mais de um dia para controlar o incêndio, que só foi totalmente extinto na manhã desta sexta (horário local) – cerca de 40 horas após o início.

Mesmo dois dias após o início do incêndio, a fumaça continuava a sair das estruturas carbonizadas dos prédios devido a focos ocasionais.

Cerca de 200 pessoas permanecem desaparecidas, disse o Secretário de Segurança, Chris Tang, a repórteres. Isso inclui 89 corpos que ainda não foram identificados. Mais corpos podem ser encontrados, disseram as autoridades, embora as equipes já tenham concluído as buscas por sobreviventes presos nos escombros.

Mais de 2.300 bombeiros e paramédicos participaram da operação, e 12 bombeiros estavam entre os 79 feridos, disse Yeung. Um bombeiro também morreu, conforme ele havia informado anteriormente.

Entre os mortos estavam dois trabalhadores imigrantes da Indonésia, informou o Ministério das Relações Exteriores do país na quinta-feira, 27. Cerca de 11 outros imigrantes do país, que trabalhavam como empregados domésticos no complexo de apartamentos, continuam desaparecidos, disse o Cônsul Geral da Indonésia, Yul Edison.

O complexo de apartamentos, composto por oito edifícios de 31 andares no distrito de Tai Po, um subúrbio próximo à fronteira de Hong Kong com a China continental, foi construído na década de 1980 e estava passando por uma grande reforma. Possuía quase 2 mil apartamentos e cerca de 4.800 moradores. Fonte: Associated Press.

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