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DOU: MME abre consulta do Plano de Transição Energética e vê 81% de fontes limpas até 2055

29 de abril de 2026

Por Renan Monteiro

Brasília, 29/04/2026 – O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta quarta-feira a consulta pública do chamado Plano Nacional de Transição Energética (Plante), documento que vai traçar o caminho para “transformar a forma como o País vai produzir e consumir energia nos próximos 30 anos”, segundo a Pasta. Um dos cenários possíveis é o Brasil atingir 81% de fontes renováveis na matriz energética em 2055. Ou seja, além do setor elétrico, é considerada também a indústria e o setor de transporte, por exemplo. Hoje, a matriz está na faixa de 52%.

A consulta ficará aberta por 45 dias, a partir de hoje. O documento está estruturado em ciclos de quatro anos. Segundo o MME, essa divisão permitirá um detalhamento operacional, ajustes e o acompanhamento próximo dos resultados. A perspectiva é alcançar a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor energético “de forma equilibrada, garantindo um desenvolvimento econômico que seja, ao mesmo tempo, seguro e socialmente justo”, afirmou o MME.

Há três pilares temáticos desse plano: segurança e resiliência energética; justiça energética, climática e ambiental; energia competitiva para uma economia de baixo carbono. O País planeja sistema elétrico 99% de fontes renováveis até 2055. O Plante ajudará o Brasil a cumprir o Acordo de Paris e a neutralidade climática até 2050

Com o nível de detalhamento das ações, o governo diz que o Plano Nacional de Transição Energética será pioneiro entre economias emergentes. O documento faz parte da Política Nacional de Transição Energética (PNTE), criada em agosto de 2024, por meio de resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), composto por 17 ministérios.

O Ministério de Minas e Energia abriu em fevereiro as consultas públicas do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 e do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035. Em cerca de dez anos, a estimativa é de R$ 3,5 trilhões em investimentos, dos quais 80% devem ir para petróleo e gás natural. Energia elétrica e biocombustíveis líquidos respondem por 17% e 3% do total, respectivamente.

De acordo com o planejamento decenal, estão projetados 29 mil km de linhas de transmissão, 50 bilhões de litros de etanol, 2,8 bilhões de litros de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e pico de produção de petróleo em 2032. As estimativas referem-se ao horizonte até 2035.

No mapeamento de tendências até 2055, projeta-se demanda de energia até duas vezes maior que em 2025, enquanto o consumo de eletricidade pode crescer 4,2 vezes. O consumo de data centers pode chegar a 300 terawatt-hora, e o sistema de transmissão deve triplicar.

Quanto à participação das fontes no consumo final em 2055, a fatia dos derivados de petróleo pode cair de 41% para algo entre 7% e 28%. As modelagens do PNE 2055 são base para o Plano Nacional de Transição Energética (Plante).

Contato: renan.monteiro@broadcast.com.br

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