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8 de maio de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 08/05/2026 – A BrasilAgro registrou prejuízo líquido de R$ 14,3 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2025/26, encerrado em 31 de março, ante perda de R$ 1,1 milhão em igual período do ciclo anterior. A receita líquida total caiu 26%, para R$ 167,0 milhões, enquanto o Ebitda ajustado total ficou negativo em R$ 28,6 milhões, ante resultado também negativo de R$ 5,1 milhões um ano antes.
O desempenho refletiu menor receita operacional, menor ritmo de comercialização de soja no trimestre e pressão de juros sobre o resultado financeiro. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da BrasilAgro, Gustavo Lopez, a decisão de segurar parte das vendas do grão ajudou a explicar a menor receita no período.
A receita líquida operacional recuou 17% no trimestre, para R$ 141,8 milhões. A movimentação de valor justo do ativo biológico, que mede quanto valem as lavouras ainda no campo ao preço de mercado do período, caiu 61%, para R$ 21,2 milhões. No acumulado de nove meses, a companhia associou a menor contribuição dessa linha à redução dos preços usados na marcação a valor justo, com destaque para a soja. A margem Ebitda ajustada total ficou negativa em 17%, ante margem negativa de 2% no 3ºtri25.
A soja, principal cultura da companhia no trimestre, teve receita líquida de R$ 95,8 milhões, queda de 8% ante igual período do ciclo anterior. O volume faturado também recuou 8%, para 55,4 mil toneladas, enquanto o preço unitário ficou praticamente estável, em R$ 1.728 por tonelada. Apesar da menor receita, a margem bruta da cultura subiu para 4%, ante 2% no 3ºtri 2025/26, com redução de 2% no custo por tonelada.
No milho, a receita líquida cresceu para R$ 6,6 milhões, ante R$ 355 mil um ano antes. O volume faturado passou de 377 toneladas para 7,1 mil toneladas. A margem bruta da cultura ficou positiva em 22%, ante margem negativa de 85% no 3ºtri 2024/25, refletindo maior volume vendido e queda do custo unitário.
O algodão pluma pressionou o resultado. A receita líquida da cultura caiu 43%, para R$ 21,7 milhões, com recuo de 24% no volume faturado e queda de 25% no preço unitário. A margem bruta ficou negativa em 52%, ante margem positiva de 26% um ano antes. No acumulado de nove meses, a companhia atribuiu a piora à queda do preço unitário, influenciada pela liquidação de volumes com qualidade inferior, e ao aumento do custo unitário.
A cana-de-açúcar teve receita líquida de R$ 7,3 milhões no trimestre, queda de 32% na comparação anual. No acumulado de nove meses, a receita da cultura caiu 31%, para R$ 164,1 milhões, com redução de 28% na quantidade faturada. Lopez afirmou que a cana foi o principal fator negativo do resultado acumulado. “O grande vilão desse resultado negativo acumulado é a cana-de-açúcar”, disse.
O resultado financeiro seguiu pressionado pelo custo da dívida. As despesas com juros somaram R$ 25,2 milhões no trimestre, alta de 20% ante o 3ºtri 2024/25. No acumulado dos nove meses, essa linha cresceu 18%, para R$ 69,4 milhões. Segundo a companhia, o aumento refletiu o maior saldo médio de endividamento e a elevação da taxa média do CDI, que passou de 8,47% para 11,03% ao ano.
Nos nove primeiros meses do ano-safra 2025/26, a BrasilAgro acumulou prejuízo líquido de R$ 76,1 milhões, revertendo lucro de R$ 76,7 milhões em igual intervalo do ciclo anterior. A receita líquida total caiu 27%, para R$ 637,3 milhões, e o Ebitda ajustado total recuou 78%, para R$ 42,8 milhões. A comparação também foi afetada pela menor receita com venda de fazendas: nos 9 meses de 2025/26 essa linha somou R$ 4,1 milhões, ante R$ 129,3 milhões nos 9 meses do ciclo anterior, quando houve conclusão de etapa da venda da Fazenda Alto Taquari.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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