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Bionexo conclui aquisição da Tasy e mira crescimento no mercado latino-americano

4 de maio de 2026

Por Wilian Miron

São Paulo, 04/05/2026 – Após a aprovação do Conselho Administrativa de Defesa Econômica (Cade), a Bionexo concluiu a aquisição da Tasy, que pertencia à Philips, num movimento que marca a criação de uma nova empresa e reposiciona o grupo no mercado latino-americano. A operação, anunciada no início do ano, tem valor de 161 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 1,05 bilhão à época do anúncio.

Com a transação, a companhia passa a operar sob uma nova marca, Bionexo Tasy, resultado da integração total dos negócios. Segundo a diretora-presidente da Bionexo, Solange Plebani, a decisão de unificar as operações reflete a complementaridade dos portfólios, que não possuem sobreposição relevante. “Nós estamos criando uma nova empresa pela envergadura desse movimento”, afirmou. A nova estrutura reunirá serviços que atendem desde fabricantes e distribuidores de insumos médicos até hospitais, clínicas, operadoras de planos de saúde e instituições de ensino.

À Broadcast, a executiva destaca que o principal objetivo estratégico é enfrentar dois desafios estruturais do setor de saúde: custos elevados e baixa integração entre sistemas. “Nós queremos daqui para frente trabalhar para ajudar a resolver dois grandes problemas da saúde: custos e eficiência, e a falta de integração”, disse. A combinação das plataformas permitirá ampliar a interoperabilidade e melhorar a eficiência operacional, com potencial para expandir o acesso e a qualidade do atendimento. O portfólio integrado inclui ferramentas clínicas, administrativas e financeiras, além de sistemas voltados à cadeia de suprimentos e ao ciclo de receita.

A nova empresa nasce com escala relevante na região, somando mais de 11 mil clientes, cerca de 1,2 milhão de usuários ativos e presença em sete países da América Latina. “Com certeza passamos a ser a maior healthtech da América Latina”, afirmou Solange. Segundo a executiva, a ampliação da presença geográfica abre novas avenidas de crescimento. “Essa operação combinada nos dá uma presença em sete países, o que nos permite também fazer um crescimento muito bom fora do Brasil”, disse. O volume transacionado nas plataformas chega a R$ 45 bilhões, considerando operações de supply chain e revenue cycle management. A base ampliada também inclui milhões de atendimentos médicos realizados anualmente por meio dos sistemas combinados.

No campo de inovação, a estratégia está centrada em três frentes: integração profunda das soluções, desenvolvimento de novas funcionalidades e uso intensivo de dados e inteligência artificial. “Nós vamos aprofundar essas integrações e redesenhar os fluxos para dar mais velocidade e reduzir retrabalho”, explicou. Além disso, a executiva destacou o uso de dados: “Nós temos uma base gigante de dados e já estamos aplicando inteligência artificial para trazer ganhos de eficiência para o setor de saúde”.

Apesar do histórico recente de aquisições, a prioridade no curto prazo será a integração dos ativos e a consolidação da nova operação. A companhia seguirá monitorando oportunidades no mercado, mas, segundo a executiva, o foco está em garantir uma transição eficiente. “Neste momento, o nosso foco é fazer uma excelente integração e atender com excelência os nossos clientes”, afirmou.

Contato: wilian.miron@estadao.com

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