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BR Partners tem lucro de R$ 37,7 milhões no 1tri26, queda anual 12% com alta de contratações

7 de maio de 2026

Por Altamiro Silva Junior

São Paulo, 07/05/2026 – O banco de investimento BR Partners teve lucro de R$ 37,7 milhões no primeiro trimestre, queda de 12,5% na comparação anual. A receita total somou R$ 134,8 milhões, crescimento de 5,7%. O retorno patrimonial terminou o período em 19%, de 21,6% há um ano.

A queda no resultado é explicada, entre outros fatores, pelo aumento das despesas de pessoal do banco, que fez contratações e promoveu funcionários. O BR Partners terminou março com 206 funcionários, de 188 em dezembro.

“Foi uma decisão 100% nossa, de continuar investindo nos times. Esperamos compensar isso com crescimento de lucro, olhando o médio e longo prazo”, disse o diretor de Relações com Investidores e Assuntos Institucionais do BR Partners, Vinicius Carmona.

Guerra

Carmona ressalta que a guerra no Irã acabou adiando operações de algumas empresas, que preferiram esperar a volatilidade baixar. “Parte do pipeline do banco de investimento tem atrasado um pouco por causa do cenário de guerra, de volatilidade”, disse ele. “Em termos de receita, poderia ter sido melhor o trimestre”, ressaltou.

A receita com clientes atingiu R$ 106,7 milhões, expansão de 7,7% no ano. Entre as áreas de atuação do BR Partners, no negócio de banco de investimento, foram sete transações anunciadas no período, incluindo fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), com valor de R$ 6,2 bilhões.

Em mercado de capitais, participou de 19 operações, somando R$ 2,4 bilhões. Em gestão de patrimônio, concentrado em grandes fortunas, chegou a R$ 6,1 bilhões em ativos sob gestão.

No negócio de banco de investimento e mercado de capitais, as receitas somaram R$ 84 milhões, alta anual de 7%.

Este ano, no pipeline de negócios para sair, o BR Partners tem sete empresas, incluindo operações de reestruturação de dívida e M&A, segundo o balanço.

Captação

O BR Partners fechou março com índice de Basileia de 22,4%, bem acima do mínimo regulatório, de 11%. Carmona conta que com os problemas observados no mercado, por conta dos efeitos do Banco Master e outras empresas com problemas financeiros, tem havido forte procura de investidores interessados em comprar papéis do banco, que não está precisando de recursos. “Aumentou muito a demanda pelos nossos papéis, tivemos que fechar a torneira, estamos segurando captação.”

Contato: altamiro.junior@estadao.com

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