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7 de maio de 2026
Por Bruna Camargo
São Paulo, 07/05/2026 – A SPX Capital está passando por uma reestruturação interna, com mudanças na gestão da área de multimercados e o fechamento do escritório em Londres. A informação foi noticiada mais cedo pela Bloomberg e apurada pela Broadcast via fontes a par do assunto. Procurada, a SPX não se manifestou até a publicação da reportagem.
A vertical de fundos de multimercado macro da SPX atua em cinco classes de ativos – juros, moedas, ações, commodities e crédito – e possui aproximadamente R$ 39,3 bilhões sob gestão, conforme os dados mais recentes publicados. Fontes ouvidas pela Broadcast mencionaram que a gestora não estava satisfeita com o desempenho da área há algum tempo e que as conversas sobre mudanças se intensificaram diante do baque que a classe como um todo sofreu em março, após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Naquele mês, o fundo Raptor acumulou perda de 11,86%, acompanhado pelo Nimitz (-5,54%), conforme performance disponibilizada no site da gestora.
Com esse cenário, a SPX teria decidido realizar mudanças em sua área de multimercados. Atualmente com uma estrutura de 14 mesas, a gestora deve reduzir esse número para algo como sete, focando nas mesas onde observam melhor desempenho, dizem fontes. Além disso, os sócios Marcelo Castro e Marcella Libardoni deixaram a SPX. O sócio-fundador Bruno Pandolfi assume como diretor de investimentos, responsável pela consolidação do risco, e o sócio-fundador Rogério Xavier passa a ter um book oportunístico, ou seja, monta posições apenas quando identificar oportunidades.
“Na semana passada, encerrei mais um capítulo da minha carreira. Durante os seis anos na SPX Capital, tive o prazer de interagir com um grupo brilhante de profissionais”, escreveu Castro, em publicação em uma rede social nesta manhã. O executivo, que era responsável por cerca de 15% do orçamento de risco da estratégia multimercado da SPX, agradeceu o “apoio contínuo” e “integridade” dos sócios-fundadores da casa e acrescentou que agora planeja “recarregar as energias e adquirir novas habilidades”, assim como passar mais tempo com sua família.
O escritório da SPX em Londres, onde Castro e Libardoni estavam baseados, será fechado porque os custos regulatórios para mantê-lo na cidade estavam altos, segundo apuração da reportagem. A gestora deve seguir com escritórios no Rio de Janeiro – onde estará concentrada a equipe de gestão -, São Paulo, Nova York (Estados Unidos), Cascais (Portugal) e Cingapura, assim como Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), que foi anunciado no fim do ano passado.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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