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IA otimiza tempo na gestão de patrimônio, mas conversa com humano continua sendo fundamental

6 de maio de 2026

Por Eduardo Puccioni

São Paulo, 06/05/2026 – A inteligência artificial (IA) chegou para mudar a indústria de investimentos. Fabio Kokumai, diretor de contas da Salesforce, destaca que “a tendência é clara”. “Há transição tecnológica relevante na indústria. A IA ajuda muito o advisor a administrar ainda mais as carteiras, ajudando a enriquecer o dia a dia com informações sobre os clientes”, disse Kokumai em painel durante a 3ª edição do Gorila Wealth Trends em São Paulo.

Embora a tecnologia tenha substituído o trabalho do profissional, um ponto é claro para o diretor da Salesforce. O assessoramento do investidor carece de contato humano. “O relacionamento pessoal ainda segue sendo o mais importante entre advisory e cliente”, diz o executivo da empresa de tecnologia.

Gustavo Torres, responsável pela área de inovação e experiência do C6 Bank, tem o mesmo entendimento. Ele diz que a relação entre o advisory e o cliente é fundamental para o profissional saber detalhes e ter maior conhecimento sobre as demandas. “Hoje já temos o C6 Assistant, que realiza operações mais comuns. O cliente recebe um pedido de PIX por Whatsapp, tirando um print da tela e colocando no aplicativo do banco ele faz o PIX automático. Essa é uma operação simples, a questão são as operações mais elaboradas”, afirma Torres, em palestra durante o evento Gorila Wealth Trends.

Guilherme Assis, CEO do Gorila, destaca a facilidade e otimização de tempo do advisory com tarefas do dia a dia feitas por IA, como uma transcrição de uma reunião, unificação de dados dos clientes e consolidação de carteiras. “A IA tem beneficiado o mercado e trazido ganho de escala para investidores que podem ser atendidos por uma máquina, onde não há profissionais suficientes para atendê-los [investidores de menor renda, que geralmente são atendidos por bancos tradicionais].”

Torres, do C6, lembra ainda que a tecnologia traz uma mudança de comportamento que precisa ser adaptada pelo advisory, pois os clientes vão chegar cada vez mais munidos de informações. “Toda tecnologia gera uma mudança de comportamento. Neste momento, o importante é saber qual será a mudança de comportamento com a chegada da IA. No dia a dia, temos utilizado a IA para nos munir de informações. Antes de ir à uma consulta médica, costumo consultar a IA para saber qual problema posso ter. Esse é um exemplo de como as pessoas estão se munindo de informações antes de conversar com um profissional”, explica Torres.

Contato: eduardo.puccioni@estadao.comm

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