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5 de maio de 2026
Por Denise Luna
Rio, 05/05/2026 – A alta da gasolina no mercado internacional atingiu novo recorde em relação aos preços praticados nas refinarias da Petrobras no fechamento de segunda-feira, 4, chegando a 88% de defasagem e abrindo espaço para um aumento de R$ 2,22 por litro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
A pressão só não é maior em cima da estatal devido à menor dependência do combustível no País, que importa menos de 10% do que consome. Com isso, a companhia consegue evitar o repasse da volatilidade externa para o mercado brasileiro. Segundo a Abicom, a janela de importação da gasolina está há 69 dias fechada e a do diesel, há 112 dias.
Em relação a outros combustíveis, que sobem pelos termos contratuais, a estatal elevou o querosene de aviação (QAV) em 18% e o gás natural em 19,2% a partir de 1º de maio.
No caso do diesel, a defasagem fechou ontem em 52% nas refinarias da empresa, o que poderia significar um aumento de R$ 1,87 o litro se a Petrobras seguisse a paridade de importação (PPI), política abandonada em maio de 2023. Atualmente, a empresa pratica uma estratégia comercial que consiste em negociações que levam em conta o maior preço que o cliente aceita pagar e o menor preço que a empresa aceita receber.
Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, controlada pela Acelen, a defasagem da gasolina era de 11% no fechamento de ontem, enquanto o diesel era vendido com preço 7% acima do PPI. Mataripe segue a paridade de importação e realiza reajustes semanais.
Na semana passada, a refinaria baiana subiu a gasolina em 10% e manteve o preço do diesel inalterado. Também subiu o QAV, em 17,3%, e o gás de cozinha em4,3%.
contato:denise.luna@estadao.com
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