Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
30 de abril de 2026
Por Julia Maciel
São Paulo, 30/04/2026 – Com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, amanhã (1º), US$ 709 milhões em tarifas sobre exportações do agronegócio brasileiro no mês serão eliminadas. A estimativa é do pesquisador do Insper Agro Global, Bruno Capuzzi, que considera valores de 2025 e corresponde a produtos com desgravação imediata. O cálculo consta de análise divulgada no site da instituição. Dados do Insper Agro Global apontam que, em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 24,7 bilhões à União Europeia. Desse montante, 68% (US$ 16,9 bilhões) já entram no mercado europeu com tarifa zero. Dos US$ 7,8 bilhões restantes que sofrem taxação, US$ 709 milhões terão isenção imediata e representam 3% do total exportado pelo setor ao bloco.
Para o pesquisador, a redução de tributos diminui o custo de entrada. “Nesses segmentos, a remoção tarifária tende a melhorar de forma imediata as condições de acesso ao mercado europeu, especialmente em cadeias mais sensíveis a preço”, disse Capuzzi, em análise. O efeito comercial do acordo é limitado pela concentração da pauta exportadora em produtos que já possuem isenção. Itens como carnes bovina, suína e de frango, além de açúcar e mel, seguem protegidos por cotas tarifárias.
O tratado prevê salvaguardas que permitem suspender concessões em caso de dano à produção local da União Europeia. “No caso do Mercosul, essas salvaguardas preveem a abertura automática de investigações quando houver aumento de volume acompanhado de redução de preços relativos, com base em avaliações anuais”, explicou Capuzzi.
O bloco recebe 50% das exportações brasileiras de frutas e nozes, 97% de lã, 92% de pimentas e especiarias em pó, 50% de batata-doce, 49% de óleo de milho, 33% de vinhos e 17% de couros. A redução tarifária incide sobre cadeias de pequenos e médios produtores, como as de frutas, nozes, óleos essenciais e especiarias. Para o pesquisador, esses ganhos tendem a ser particularmente significativos para produtores mais sensíveis a custos e preços relativos.
Contato: julia.maciel@estadao.com
Veja também