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29 de abril de 2026
Por Célia Froufe
Brasília, 29/04/2026 – Uma troca frenética de mensagens entre senadores e observadores políticos ocorre enquanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, participa de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Pelas projeções que circulam, Messias deve obter 45 ou 46 votos favoráveis à sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Para que seu nome seja efetivado, são necessários 41 votos. Dessa forma, se as “enquetes” forem confirmadas, haverá pouca margem para absorver possíveis “traições”.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga do ex-ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o Supremo para se aposentar. Senadores governistas têm falado de um saldo maior, mais próximo de 48 votos, mas o que tem circulado pelos celulares como mais factível é uma vitória um pouco mais modesta.
Há, portanto, a expectativa de que Messias seja aprovado pela CCJ. O prognóstico é que a sabatina, iniciada há pouco com o discurso do candidato, se estenda por muitas horas. Se todos os parlamentares que têm direito à palavra fizerem uso dela, a sessão pode se arrastar até a noite.
Os governistas tendem a fazer discursos mais longos no início da sabatina para defender o nome do governo, mas a ideia é serem mais sucintos na sequência, para que o processo não se alongue tanto. Já a oposição promete se estender ao máximo dentro dos limites concedidos pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). O sabatinado que ficou mais tempo sendo escrutinado pela Comissão foi o atual presidente do STF, Edson Fachin, que respondeu a perguntas dos senadores por mais de 13 horas, em 2015.
Evangélico, Messias agrada a uma importante ala conservadora da oposição. Mesmo assim, a expectativa é que a sessão desta quarta-feira seja tensa. A estratégia do AGU foi fazer um “beija-mão” discreto, muitas vezes se apresentando aos parlamentares fora do Congresso Nacional para não expor os parlamentares. O “beija-mão” é um processo de aproximação do candidato com os senadores da comissão, no qual ele apresenta suas credenciais e sinaliza as linhas de atuação que pretende seguir caso seja aprovado. O mesmo ritual é comumente adotado por indicados da área econômica antes de passarem pela sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Contato: celia.froufe@estadao.com
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