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Conseleite/RS projeta leite a R$ 2,5333 em abril, alta de 10,47%, e reforça sinal de recuperação

28 de abril de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 28/04/2026 – O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou, em nota, o valor de referência do leite em R$ 2,5333 para abril, alta de 10,47% em relação à estimativa de março (R$ 2,2932). Os dados foram divulgados nesta terça-feira, após reunião do colegiado na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), com participação de representantes da cadeia produtiva.

O conselho também informou que o valor consolidado de março ficou em R$ 2,3721, avanço de 11,67% frente ao resultado final de fevereiro (R$ 2,1243). O cálculo é realizado pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados fornecidos pelas indústrias e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês.

Segundo o Conseleite/RS, os indicadores apontam para uma recuperação real do mercado de leite no Estado após um período prolongado de queda e dificuldades de remuneração tanto no campo quanto na indústria. A sinalização de alta, que vinha ocorrendo de forma mais tímida no início do ano, ganha força com os números mais recentes.

O vice-coordenador do Conseleite/RS, Darlan Palharini, avaliou que o setor vive um momento positivo, mas ressaltou a necessidade de sustentação dos preços. “Estamos em um bom momento. Precisamos trabalhar agora para manter esses preços por mais tempo, e isso passa por garantir o escoamento do leite brasileiro para diferentes mercados”, disse, na nota. Ele ponderou que o cenário ainda envolve desafios, como o baixo poder de compra das famílias e o alto endividamento, embora fatores como a antecipação do 13º de aposentados e a liberação de recursos do FGTS, em ano eleitoral, possam estimular a economia.

Palharini também alertou para a possível recuperação da produção no campo nos próximos meses e defendeu atenção ao aumento das importações, especialmente da Argentina. Durante a reunião, o colegiado deliberou pelo envio de ofícios a ministérios do governo federal para alertar sobre os impactos do excesso de importações no mercado doméstico.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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