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BC espera IPCA de 1,07% no segundo trimestre de 2026, já incorporando alta do petróleo

26 de março de 2026

Por Cícero Cotrim e Marianna Gualter

Brasília, 26/03/2026 – O Banco Central espera que a inflação brasileira some 1,07% no segundo trimestre deste ano, segundo projeções de curto prazo divulgadas no Relatório de Política Monetária (RPM). As estimativas já levam em conta o aumento dos preços do petróleo e de combustíveis com o conflito no Oriente Médio.

“Entre os preços administrados, a projeção incorpora tarifas de energia elétrica mais elevadas, com transição para bandeiras tarifárias mais restritivas em maio (amarela) e junho (vermelha 1). A projeção também incorpora a elevação recente dos preços de petróleo e seus efeitos sobre os preços domésticos de combustíveis”, informa o BC.

Nas aberturas, a autoridade monetária espera que o IPCA atinja 0,33% em março, 0,42% em abril, 0,32% em maio e 0,33% em junho. Além da pressão de energia elétrica e combustíveis, o BC destaca a expectativa de aceleração dos preços de alimentos – que mesmo assim devem seguir “baixos” no acumulado de 12 meses -, além da perspectiva de desaceleração dos bens industriais.

Os serviços devem apresentar “variações reduzidas” até junho, segundo o BC, mas os serviços subjacentes devem continuar pressionados na série dessazonalizada, acompanhando o mercado de trabalho e a inércia dos preços. “Nesse contexto, a média dos núcleos de inflação deve se manter acima da meta de inflação na série dessazonalizada e anualizada”, diz a autarquia.

Contato: cicero.cotrim@broadcast.com.br e marianna.gualter@broadcast.com.br

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