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BB-BI: Rumo tem 4tri25 misto, com aumento no volume total transportado, mas queda na tarifa média

5 de março de 2026

Por Camila Vech

São Paulo, 05/03/2026 – O BB Investimentos (BB-BI) avalia que a Rumo encerrou 2025 com um resultado misto. No quarto trimestre, o volume total transportado avançou 15% ante igual período de 2024, mas a tarifa média cedeu 26%, o que se refletiu em receita líquida de R$ 3,4 bilhões, queda de 3,3%.

Ao longo do ano, a companhia defendeu participação de mercado por meio de reposicionamento de preços, estratégia que conteve um avanço maior do faturamento. Em paralelo, a operadora ferroviária reforçou a diversificação de cargas e adotou ganhos de eficiência operacional que sustentaram a rentabilidade: o Ebitda ajustado anual atingiu R$ 8 bilhões, alta de 3,2%, com margem de 58%, 3,9 pontos porcentuais acima de 2024, ainda que levemente abaixo do guidance.

No quarto trimestre, o desempenho foi puxado pelos embarques de produtos agrícolas, que cresceram 16%, impulsionados por maiores volumes de soja. As cargas industriais subiram 13%, apoiadas na expansão de segmentos como celulose, bauxita e combustíveis líquidos. Custos e despesas permaneceram controlados, permitindo ao Ebitda ajustado do trimestre alcançar R$ 1,8 bilhão, avanço de 7,5%, com margem de 53,5%, 5 pontos porcentuais superior ao ano anterior. O lucro líquido ajustado somou R$ 441 milhões, salto de 114%.

O banco de investimentos chama atenção para a despesa financeira, que saltou 56% diante do CDI mais elevado, mas foi mais do que compensada pelas receitas financeiras, resultando em queda de 1,8% no resultado financeiro líquido. A dívida bruta fechou o período em R$ 23 bilhões, alta de 6,3%, enquanto o caixa totalizou R$ 7,6 bilhões, recuo de 5,1%, levando a dívida líquida a R$ 15,5 bilhões, aumento de 4,0%.

A alavancagem manteve-se em 1,9 vez a relação dívida líquida/Ebitda, nível semelhante ao registrado um ano antes. O capex somou R$ 1,5 bilhão no trimestre, redução de 24%, e fechou 2025 em R$ 6,1 bilhões, patamar que a casa considera dentro do planejado.

Na visão do analista do BB-BI, Luan Calimério, a Rumo está “bem posicionada” quanto ao crescimento de volumes, à diversificação de cargas, ao controle de custos e à disciplina na alocação de capital. O recuo contínuo da tarifa média, contudo, sustenta uma postura descrita como cautelosa. O banco reiterou recomendação neutra para as ações ordinárias da Rumo, com preço-alvo de R$ 20,00, potencial de alta de 27,2% ante o fechamento de ontem.

Contato: camila.vech@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.

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