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2 de dezembro de 2025
Por Bruna Camargo
São Paulo, 02/12/2025 – A economista-chefe do BNP Paribas para a América Latina, Fernanda Guardado, avalia que a reversão da tendência de depreciação do dólar é um dos principais riscos para a economia brasileira. Para ela, a perda de valor da divisa americana foi uma das macrotendências deste ano, em escala global, e se o movimento continuar, o real continuará se beneficiando por aqui.
“Acho que um risco grande [para a economia brasileira] é exatamente a reversão da tendência de depreciação do dólar, e dá para pensar em vários motivos para isso acontecer. A economia americana pode crescer mais fortemente ou a inflação de lá pode acelerar, o impacto das tarifas pode se materializar da forma que se imaginava originalmente, ou o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não cortar mais os juros”, disse.
“Tem uma série de motivações que poderiam levar a uma eventual reversão ou pausa nesse processo de depreciação do dólar, e isso teria um impacto em todos os países emergentes”, acrescentou Guardado, em coletiva de imprensa nesta terça-feira.
Segundo a economista, a depreciação do dólar em 2025 aconteceu em meio ao novo status quo da política comercial americana, com uma corrida por hedge (proteção) nas posições em dólar e busca por outras moedas, principalmente as de países emergentes, que oferecem o chamado carry trade.
Como há expectativa por cortes de juros pelo Fed, o BNP ainda vê a continuidade no processo de perda de valor do dólar. “Talvez não na mesma magnitude de antes, mas como tendência latente que vai continuar. E o Brasil, nesse contexto, se destaca pela taxa de juros de dois dígitos”, diz Guardado, acrescentando que o real não é uma moeda que sofre intervenções frequentes e diretas de autoridades monetárias.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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