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14 de novembro de 2025
Por Elisa Calmon*, enviada especial
A demanda por ônibus menos poluentes cresce ano a ano, segundo o CEO da Marcopolo, André Armaganijan. Contudo, o ritmo poderia ser mais acelerado não fosse por gargalos como a falta de infraestrutura de recarga para veículos elétricos. Em entrevista à Broadcast, o executivo destaca ainda o papel relevante do transporte público para a descarbonização das cidades.
Armaganijan reconhece que há um descompasso entre as metas estabelecidas e o ritmo real de troca das frotas. Ainda assim, avalia positivamente a curva de demanda por ônibus mais limpos. “Os números de vendas de 2024 foram melhores que 2023, e os de 2025 já são superiores aos do ano passado”, afirma.
Armaganijan explica que o ônibus elétrico segue como porta de entrada da transição por ter sido a primeira tecnologia de baixa emissão a chegar ao mercado. A Marcopolo já contabiliza mais de mil veículos com essa tecnologia em circulação no mundo, considerando chassis próprios e de terceiros.
A partir do elétrico, surgiram outras alternativas, como o híbrido a etanol, que utiliza menos baterias e um pequeno motor a biocombustível, e os modelos movidos a biometano. Em cidades como São Paulo e Vitória, o biometano já aparece como opção em estudos e pilotos, embora sua adoção dependa diretamente da expansão das usinas produtoras.
No caso dos elétricos, o principal entrave continua sendo a infraestrutura, principalmente a de recarga. O preço mais alto também pesa, já que um ônibus elétrico pode custar até três vezes mais do que um modelo a diesel. Contudo, Armaganijan ressalta que o preço não é o único fator que influencia a decisão de compra.
Segundo ele, a adesão depende do conjunto de condições de operação, previsibilidade e incentivos. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura cobre a diferença entre os dois modelos. “O operador praticamente compra um elétrico pelo preço de um diesel”, afirma.
Transporte público
Armaganijan lembra que o setor de transporte como um todo responde por cerca de 12% das emissões globais de dióxido de carbono, em média, grande parte ligada ao uso intensivo de automóveis. Nessa comparação, o ônibus, mesmo movido a diesel, já oferece um ganho ambiental imediato, segundo o executivo
“O ônibus, por si só, já é um produto que descarboniza, porque pode emitir de oito a dez vezes menos do que um carro, considerando o volume por passageiro”, afirma o CEO da Marcopolo.
O executivo acrescenta que esse efeito se multiplica quando a frota evolui do diesel tradicional para padrões mais modernos, como Euro 5 e Euro 6, e posteriormente para versões elétricas, híbridas ou movidas a biometano.
Armaganijan participou nesta quinta-feira, 13, de um painel sobre Transporte Público e Descarbonização promovido pela C.A.S.E. (Climate Action Solutions & Engagement), iniciativa liderada por Bradesco, Itaú Unibanco, Itaúsa, Marcopolo, Natura, Nestlé e Vale.
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