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24 de setembro de 2025
Por Cícero Cotrim, Mateus Maia e Isadora Duarte
Brasília, 24/09/2025 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 24, que o negacionismo sobre dados oficiais “atrapalha muito” o debate ao responder o deputado Evair Melo (PP-ES). Haddad participa de reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
“Aquela coisa do negacionismo que atrapalha muito a terra redonda, a terra plana. Aquela coisa que vocês fazem que acaba resultando num debate franco”, disse.
Evair Melo havia questionado dados de desemprego do País e a situação financeira das estatais. O deputado trocou outras farpas com Haddad. “O senhor preste atenção aqui, ministro. Se o senhor quer tempo de deputado, se candidate”, disse. “Não tenho a mínima intenção”, rebateu Haddad.
O ministro falou que, se o congressista duvida que o desemprego estava em dois dígitos no governo passado e agora está na mínima histórica, ele deveria questionar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de forma oficial sobre os dados, que é quem divulga as informações. Melo disse que já está questionando a instituição formalmente.
Haddad criticou ainda as decisões do Congresso durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que, segundo o ministro, foi necessária por causa de “calote” da administração anterior. “A PEC da Transição se deve ao fato que vocês deram um calote nos governadores ao se apropriar o ICMS dos combustíveis”, disse.
O chefe da equipe econômica do governo afirmou ainda que a última legislatura aprovou mudanças no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) sem previsão orçamentária e que isso custará R$ 40 bilhões.
Além disso, de acordo com o ministro, o governo Bolsonaro deu o maior incentivo fiscal da história para as bets, que ficaram 4 anos isentas. “O senhor acha que nós deveríamos manter as bets sem cobrança de imposto como vocês fizeram por quatro anos? As bets acabando com a vida das famílias e remetendo todo o dinheiro para fora do Brasil”, disse.
O ministro afirmou que tentar enganar os eleitores durante o processo eleitoral pode ser um “golpe prévio”. “O que também pode ser visto como uma espécie de golpe prévio. Que é tentar enganar o eleitor durante o processo eleitoral. Vocês deram um calote nos precatórios”.
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