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3 de fevereiro de 2026
Por Arícia Martins
São Paulo, 03/02/2026 – Com suporte de um mercado de trabalho ainda aquecido, que favorece a alta dos rendimentos dos trabalhadores, da reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e também do impulso das transferências fiscais, a renda real disponível às famílias brasileiras deve exibir novo crescimento em 2026, avalia a XP Investimentos.
Em levantamento divulgado hoje, a XP projeta que a renda das famílias, descontada a inflação, terá avanço de 4,5% este ano, após ter aumentado 4,8% em 2025. O indicador soma a renda do trabalho, de benefícios previdenciários e de proteção social, assim como a tributação líquida, e está em trajetória de ascensão desde 2022, observam os economistas Rodolfo Margato e Tiago Sbardelotto em relatório.
Segundo Margato e Sbardelotto, a contribuição positiva da renda deve proporcionar aceleração do consumo das famílias, assim como do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. A plataforma de investimentos estima que o consumo vai crescer 2% dentro do PIB em 2026, acima dos 1,4% observados no ano anterior. Já o PIB total deve desacelerar a expansão de 2,3% a 1,7% no período, mas a estimativa para o ano atual tem viés de alta.
De acordo com os economistas, a taxa de desemprego deve seguir em patamares historicamente baixos, o que eleva a renda real do trabalho. A XP espera que a taxa de desocupação encerre o ano em 5,7%, abaixo da estimativa da casa para a taxa de equilíbrio – a NAIRU, na sigla em inglês, que não acelera nem desacelera a inflação.
Assim como o cenário de mercado de trabalho ainda resiliente, a isenção de IR para rendimentos mensais até R$ 5 mil também terá papel relevante no aumento da renda disponível, acrescentam os especialistas. “Como a maior parte das isenções e descontos beneficiará indivíduos de baixa e média renda, estimamos um impacto líquido de 0,6 ponto porcentual sobre a taxa de crescimento real da renda das famílias”, apontam.
Por fim, a XP menciona que as transferências fiscais também devem contribuir de forma significativa com a renda disponível na economia, com destaque para os benefícios previdenciários e os pagamentos de BPC/LOAS. “O ritmo de diminuição da fila de benefícios segue como uma importante fonte de incerteza”, ponderam os autores do estudo.
Contato: aricia.martins@estadao.com
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