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7 de outubro de 2025
Por Vinícius Novais
São Paulo, 07/10/2025 – A decisão da Vale de oferecer a recompra de até 100% das debêntures participativas de sua 6ª emissão é financeiramente vantajosa na visão da XP. A visão da casa parte da comparação entre o retorno implícito desses títulos, estimado em cerca de 10% em termos reais, e o custo médio de captação da companhia, de aproximadamente 5,5%.
Para chegar a esse número, os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano adotaram a mesma premissa de desembolso utilizada no primeiro semestre de 2025, cerca de 1% da receita de minério de ferro, como um equivalente próximo das saídas previstas com a remuneração dos debenturistas nos próximos anos. Com base nisso, calculam que, ao preço proposto de R$ 42 por debênture, o retorno para a Vale ficaria entre 9% e 10% reais, o que representa um prêmio em torno de 15% sobre as cotações de R$ 36 a R$ 37 em que os papéis vinham sendo negociados.
A XP ressalta que, considerando o menor custo da dívida da mineradora, a iniciativa faz sentido: ao financiar a operação a 5,5% ao ano, o Valor Presente Líquido (VPL) estimado chega a US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de 2,5% do valor de mercado da Vale. A corretora, contudo, observa que ainda não está claro qual será a taxa de adesão dos detentores dos títulos à oferta.
Embora enxergue a recompra como correta em termos de alocação de capital, a XP pondera que a operação reduz a probabilidade de dividendos extraordinários no curto prazo. Isso porque as debêntures não entram no conceito de dívida líquida expandida definido pela empresa, cujo alvo varia de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões. Caso todo o lote seja adquirido a R$ 42 por papel, os passivos da Vale poderiam aumentar em cerca de US$ 3,1 bilhões, levando o indicador de alavancagem projetado pela corretora para o fim de 2025 a aproximadamente US$ 15,7 bilhões.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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