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18 de dezembro de 2025
Por Vinícius Novais*
São Paulo, 18/12/2025 – A XP mantém recomendação de compra para todas as construtoras de baixa renda e, mais uma vez, aponta a Cury como principal escolha. A corretora atualiza números após a divulgação de resultados recentes e descreve três grandes grupos de histórias dentro do segmento.
Segundo os analistas Ygor Altero e João Rodrigues, Cury e Direcional já entraram numa fase de menor crescimento, mas com forte geração de caixa e capacidade de distribuir dividendos robustos – estimados em 12,5% e 10,4% de rendimento de dividendos em 2027, respectivamente. No caso da Cury, a corretora ressalta um ritmo de lançamentos com taxa de crescimento anual composta de 41% entre 2020 e 2025 e vê espaço para que o retorno ao acionista atinja 17% em 2028.
Tenda e Plano & Plano aparecem como as apostas de expansão de receita: a XP calcula crescimento médio anual de 23% para a Plano entre 2025 e 2028 e de 17% para a Tenda. A expectativa é que ambas comecem a devolver mais capital aos acionistas em um intervalo de dois a três anos, sendo possível que a Tenda antecipe esse movimento para 2027.
Já a MRV é descrita pela corretora como um caso de ajuste de rota. Após um período de forte avanço, a companhia busca redimensionar operações para um patamar que permita retomar margem bruta, eficiência operacional e geração de caixa. A XP vê chance de o caixa melhorar com desinvestimentos na americana Resia, embora a rentabilidade deva ser menor, e projeta ênfase em gestão de capital de giro a partir de 2027.
No pano de fundo macroeconômico, a XP considera o ambiente ainda favorável ao Minha Casa, Minha Vida. O orçamento plurianual do FGTS se mantém elevado, em R$ 144 bilhões para 2026, caindo ligeiramente a R$ 140 bilhões em 2028, quando a fatia destinada à faixa 4 tende a cair de R$ 15 bilhões para R$ 10 bilhões. O INCC, índice que baliza os custos de construção, roda a 6,5%. Embora as empresas digam já ter incorporado essa inflação aos orçamentos, a corretora segue atenta ao comportamento dos preços, sobretudo em ano eleitoral. A reforma do Imposto de Renda, que isentará quem ganha até R$ 5 mil por mês, reforça o cenário de demanda.
Entre os principais riscos, o relatório menciona eventual alta adicional nos custos de obra. Por ora, a XP ainda vê demanda aquecida, concorrência limitada e momentum positivo para as companhias, fatores que sustentam a visão construtiva sobre o setor de baixa renda às vésperas do calendário eleitoral.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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