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Warren: Lançar Flávio Bolsonaro soa mais como mensagem política do que movimento real de sucessão

5 de dezembro de 2025

Por Geovani Bucci

São Paulo, 05/12/2025 – A confirmação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o filho e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como nome do grupo para a disputa presidencial de 2026 tem, por ora, mais aparência de gesto político do que de lançamento efetivo de candidatura, segundo avaliação da equipe de análise política da Warren Investimentos.

“É um recado direto ao Centrão, que vinha ocupando o vácuo deixado pelo enfraquecimento de Bolsonaro e avançando na construção de uma candidatura própria de centro-direita, com (o governador de São Paulo) Tarcísio de Freitas despontando como principal alternativa”, afirma Erich Decat, head de análise política da empresa. “A eventual candidatura de Flávio ainda precisa decantar antes de ser tratada como movimento concreto.”

Antes de tornar o assunto público, Flávio avisou ao Partido Liberal e ao chefe do Executivo paulista sobre a decisão do pai. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse estar ciente da articulação. Tarcísio ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão.

Para Decat, a escolha do nome de Flávio cumpre a função de demonstrar sobrevivência e preservar espaço. O gesto mostra que o clã Bolsonaro busca manter influência na definição do campo da direita e não pretende ser empurrado para fora desse processo. “É menos sobre lançar Flávio agora e mais sobre marcar território, manter relevância e evitar que outros atores consolidem hegemonia antes da hora”, afirma.

Contato: geovani.bucci@estadao.com

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