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21 de novembro de 2025
Por Francisco Carlos de Assis
São Paulo, 21/11/2025 – Para o produtor pecuarista, o anúncio da retirada das tarifas norte-americanas de 40% sobre uma série de produtos brasileiros, incluindo a carne bovina, é uma notícia que vem boa hora porque deverá ajudar a reduzir a pressão de baixa sobre o preço da arroba do boi, prevê Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos. Ela não acredita, porém, em impacto expressivo na inflação ao consumidor.
O preço do boi vinha caindo desde que a China recorreu a medidas antidumping no mercado futuro. Mas a mesma China, há duas semanas, retomou a importação de frango do Brasil após suspender o embargo imposto em maio devido a um surto de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A retirada em grande escala da carne de frango do País por meio dos embarques para o mercado chinês se soma à das tarifas norte-americanas sobre a carne bovina como vetor de alta da arroba da proteína.
“Com o fim da taxação de 40%, esperamos um cenário de maior firmeza para os preços até o fim do ano, ainda que de forma limitada. Hoje trabalhamos com um preço base próximo de R$ 320 reais na praça de São Paulo, e a retirada das tarifas tende a contribuir para que esse patamar se mantenha”, diz a economista da Warren Investimentos.
Andréa Angelo também destaca que as exportações de bovinos permaneceram fortes ao longo do período em que as tarifas estiveram vigentes, alcançando outros mercados e colaborando para segurar os preços no mercado interno.
“Apesar desse suporte adicional, o impacto da medida sobre a inflação deve ser restrito. Não há alterações, por ora, no cenário base das projeções de IPCA que temos para este ano e para o próximo. Nossas projeções são para o IPCA em 4,3%, em 2025, e 4,5% em 2026. Para os próximos meses, temos 0,20% em novembro e 0,31% em dezembro”, prevê a economista.
Contato: francisco.assis@estadao.com
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