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24 de março de 2026
Por Guilherme Nannini
São Paulo, 24/03/2026 – Os agricultores e pecuaristas dos Estados Unidos receberam apenas 5,80 centavos de cada dólar gasto pelos consumidores com alimentação em 2024. O dado, que faz parte da série “Food Dollar” do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), representa uma ligeira queda em relação aos 5,90 centavos registrados em 2023. De acordo com o relatório, a maior parte do valor econômico dos alimentos é gerada após os produtos deixarem as propriedades rurais, sendo absorvida por etapas como processamento, transporte, embalagem e varejo.
Dentro desta composição, o cenário variou entre os setores: os produtores de grãos e fibras viram sua participação cair de 2,90 para 2,50 centavos, enquanto os pecuaristas registraram um aumento modesto, de 3,00 para 3,30 centavos por dólar. O levantamento aponta que a chamada “conta de marketing” – que engloba todos os serviços e infraestrutura da cadeia de suprimentos – ficou em 88,20 centavos do dólar alimentar. Segundo a economista Faith Parum, a pequena fatia capturada pelos produtores torna as finanças das fazendas altamente vulneráveis a oscilações nos preços das commodities ou no custo dos insumos.
Segundo a pesquisa, a participação do produtor no valor final é maior em itens com processamento mínimo. No caso dos ovos frescos, o retorno aos produtores foi de 69,10 centavos por dólar em 2024, uma alta de 6% ante o ano anterior. O retorno da carne bovina subiu para 52,20 centavos (+4,8%), o leite fresco avançou para 50,80 centavos (+5,6%) e a carne suína registrou 23,70 centavos (+7,2%). Em contrapartida, produtos ultraprocessados devolvem pouco retorno: em produtos de panificação, a fatia do campo caiu para 4,80 centavos (-9,4%), em snacks para 9,70 centavos (-6,7%) e em refrigerantes e águas engarrafadas para apenas 1,30 centavo (-7,1%).
O relatório conclui que a dinâmica do sistema alimentar moderno privilegia a conveniência e a inovação industrial, deslocando a criação de valor para além da porteira. Diante desta tendência, o USDA ressalta que as oportunidades de crescimento para os produtores residem na verticalização, no marketing direto e na maior participação em elos agregadores de valor da cadeia produtiva.
Contato: guilherme.nannini@estadao.com
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