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19 de março de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 19/03/2026 – Em meio à mobilização de caminhoneiros e ao reforço do governo federal no cumprimento do piso mínimo de frete, a transportadora Motz afirmou que continua operando normalmente e atendendo a seus clientes, mas disse discutir judicialmente a aplicação da tabela e avaliou que a norma ainda gera insegurança jurídica para o setor produtivo.
Criada pela Votorantim Cimentos, a Motz conecta cargas de embarcadores a motoristas em todo o País e atende clientes dos setores da indústria, do agronegócio e de serviços. No ano passado, a empresa informou que esperava encerrar 2025 com receita líquida de R$ 2 bilhões, alta de 33% ante 2024, com o agronegócio respondendo por 35% do faturamento. A previsão era movimentar 5 milhões de toneladas de soja, milho, fertilizantes, açúcar e algodão.
Em posicionamento enviado à reportagem, a transportadora afirmou que “a legislação sobre o piso mínimo de frete ainda provoca insegurança jurídica ao setor produtivo brasileiro, uma vez que o tema está sob apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF)”. A empresa acrescentou que discute judicialmente a aplicação da tabela mínima de frete porque ela “não considera pontos como idade dos caminhões, diferenças regionais, eficiência de embarque e desembarque, a segmentação e o valor agregado do produto, entre outros”. “A Motz segue operando e atendendo seus clientes normalmente, acompanhando o tema com atenção”, disse a companhia.
A manifestação ocorre no dia em que o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou medidas adicionais para reforçar o cumprimento dos pisos mínimos de frete, sob o argumento de que o modelo atual ainda tem baixa efetividade.
A pressão sobre o setor de transporte no País ganhou força após a Petrobras reajustar o preço do diesel A em R$ 0,38 por litro no dia 14, alta de 11,6%, movimento que esvaziou parte do efeito do pacote anunciado pelo governo dois dias antes, com zeragem de PIS/Cofins e subvenção ao combustível – reflexo da alta do petróleo por causa da guerra travada no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Na segunda-feira (16), uma assembleia no Porto de Santos reuniu representantes de transportadores autônomos de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul e aprovou a paralisação no segmento de contêineres, abrindo uma articulação mais ampla no setor.
Ao longo de terça-feira (17), o movimento ganhou adesão em outras regiões. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) chegou a declarar apoio à paralisação durante a tarde, mas mudou de posição horas depois, após agendar reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. No fim da noite, a entidade informou que aguardaria o resultado de um encontro de lideranças marcado para esta quarta-feira, em Santos, antes de se manifestar novamente. A Lei nº 13.703/2018, que instituiu os pisos mínimos após a greve de 2018, ainda aguarda julgamento no STF.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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