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19 de novembro de 2025
Por Geovani Bucci
São Paulo, 19/11/2025 – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nas redes sociais, nesta quarta-feira, 19, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os deputados que votaram contra o projeto de lei antifacção, aprovado pela Câmara na noite de terça, 18. O republicano também celebrou a aprovação do texto e elogiou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança Pública licenciado, pela atuação como relator.
“Aqueles que votaram contra resolveram enfrentar o tema pela lente da ideologia. Mas o Brasil resolveu enfrentar o tema pela lente da realidade, resolveu enfrentar o seu maior inimigo: o crime organizado”, escreveu Tarcísio. “A segurança pública voltou ao centro do debate nacional e quem não entendeu isso, não entendeu o Brasil.”
O texto passou com 370 votos favoráveis, 110 contrários e três abstenções. Apesar da derrota do governo federal, governadores de direita não conseguiram incluir no projeto a equiparação das facções ao crime de terrorismo. Diferentemente do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e do de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Tarcísio recuou desse ponto na semana passada ao afirmar a jornalistas que “botar na Lei Antiterrorismo ou em outra tem o mesmo efeito”.
O governador também destacou Derrite como “nosso secretário” e fez acenos ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto relatado pelo parlamentar cria a figura da organização criminosa ultraviolenta e tipifica o crime de domínio social estruturado, cuja pena varia de 20 a 40 anos de prisão, com possibilidade de aumento pela metade ou em até dois terços.
Ao longo das últimas duas semanas, Derrite apresentou seis versões da proposta, a última protocolada pouco antes do início da votação. As mudanças acolheram demandas do governo Lula. Ainda assim, o PT manteve as críticas e tentou adiar a apreciação da matéria, sem sucesso. O projeto segue agora para o Senado.
Contato: geovani.bucci@estadao.com
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