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Stuhlberger: Diversificação dos investimentos globais está muito longe de terminar

10 de fevereiro de 2026

Por Eduardo Laguna e Caroline Aragaki

São Paulo, 10/02/2026 – Os gestores Luis Stuhlberger, da Verde Asset, e Rogerio Xavier, da SPX Capital, projetaram hoje a continuidade do cenário de diversificação das carteiras globais, com investidores aceitando maior risco e direcionando novos fluxos para fora dos Estados Unidos.

Durante painel no CEO Conference, conferência do BTG, Stuhlberger, que é sócio-fundador da Verde Asset, lembrou que o movimento de diversificação começou em 2022, com confisco de dinheiro da Rússia, e seguiu por preocupações com a dívida americana.

Ele pontuou que estrangeiros detêm US$ 38 trilhões em ativos americanos, de modo que qualquer movimentação de 1% ou 2% desses recursos representa um grande fluxo em direção a outros mercados.

Stuhlberger diz ter certa preocupação com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, citando levantamentos que apontam 38% de chance de o presidente Donald Trump perder o controle do Senado. “Se perder o Senado, imagina o que serão os últimos dois anos dele.”

Mesmo assim, o gestor da Verde Asset considera ainda ser positivo ficar posicionado na diversificação. “Movimento está muito longe de terminar”, avaliou.

Para Rogerio Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, se o Federal Reserve continuar cortando juros, como ele prevê, os mercados vão continuar mostrando bom desempenho. Além disso, o gestor entende que houve um distensionamento dos conflitos geopolíticos, já que acordos com o governo americano levaram à redução de tarifas comerciais.

O exagero dos investimentos em inteligência artificial, que torna o retorno sobre investimento muito duvidoso, é uma questão a “ser contada depois”, disse Xavier. “O cenário agora é do amante do risco, não de aversão ao risco”, comentou o sócio da SPX.

Contatos: eduardo.laguna@estadao.com; caroline.aragaki@estadao.com

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