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24 de março de 2026
Por Ana Paula Machado
São Paulo, 24/03/2026 – A S&P Rating manteve a classificação de risco de crédito de emissor ‘BB’ para a Sabesp, com perspectiva estável. Segundo comunicado da classificadora, foi atribuído, ainda, um rating de recuperação ‘3’ às notas seniores não garantidas da empresa, indicando a expectativa de recuperação significativa (estimativa arredondada: 65%) em um cenário simulado de inadimplência.
Segundo a agência, a Sabesp revisou seu programa de investimentos, resultando em um aumento no capex impulsionado por pressões inflacionárias e expansão contínua, o que leva a maiores necessidades de financiamento. A empresa indicou que espera investir pelo menos R$ 78 bilhões no período de 2024 a 2029, incorporando a inflação acumulada entre junho de 2023 e dezembro de 2025, de 11,3%, e antecipando investimentos do próximo ciclo regulatório (2030-2034), sujeitos à aprovação regulatória.
“Como resultado, esperamos que o déficit de fluxo de caixa livre aumente entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão anualmente em 2026 e 2027, para R$ 9,2 bilhões e R$ 7,6 bilhões, respectivamente”, disse a S&P. “Continuamos estimando que a geração de caixa interna será insuficiente para financiar o programa de investimentos da empresa, exigindo empréstimos adicionais e levando a um aumento gradual da alavancagem.”
Com isso, a agência projeta que a dívida bruta da Sabesp deve aumentar para R$ 81 bilhões em 2029, ante cerca de R$ 40 bilhões em 2025. Para a S&P, existe o risco de maior pressão sobre os indicadores de crédito – e um potencial enfraquecimento do perfil de crédito individual (SACP) – caso os investimentos em bens de capital (capex) aumentem além das expectativas atuais e os reajustes tarifários anuais sejam menores do que o projetado, ou se a empresa acelerar seu ritmo de investimentos sem uma melhora correspondente na geração de fluxo de caixa.
A S&P espera uma expansão mais gradual das margens, com margens Ebitda ajustadas de 59% a 64% até 2028, impulsionadas principalmente por ajustes tarifários que incorporam investimentos de anos anteriores e pelo crescimento do volume proveniente de novas conexões. “Ao mesmo tempo, esperamos que as provisões para devedores duvidosos se normalizem em 2% a 3% de nossa receita líquida ajustada, compensando parcialmente os benefícios remanescentes das iniciativas de redução de custos, visto que a maior parte dos ganhos com a otimização de pessoal parece já ter sido absorvida em 2025.”
A perspectiva estável para a Sabesp, segundo a agência de risco, reflete a expectativa de aumento da alavancagem da empresa, considerando a execução do plano de investimentos de R$ 16 bilhões anuais, com a relação dívida/Ebitda subindo para 2,8 a 3 vezes em 2026, ante os atuais 2,3 vezes. “Ao mesmo tempo, projetamos que a relação FFO/dívida caia para 17%-18%, ante 28,7%, principalmente devido ao aumento do endividamento para financiar seus investimentos.”
Contato: ana.machado@estadao.com
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