Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
26 de março de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 26/03/2026 – O Grupo Potencial inaugurou, ontem (25), uma nova esmagadora de soja na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, e anunciou um plano de investimentos de R$ 6 bilhões no complexo industrial da cidade até 2030. O projeto prevê dobrar a capacidade de processamento do grão, de 3.500 para 7.000 toneladas por dia, elevando o volume anual processado para cerca de 2,3 milhões de toneladas, segundo informações divulgadas pela empresa.
A ampliação do esmagamento faz parte de uma estratégia de verticalização da cadeia. O grupo pretende utilizar o óleo produzido internamente como matéria-prima para ampliar a produção de biodiesel, reduzindo a dependência de fornecedores externos e aumentando a integração industrial. Ao fim do ciclo de expansão, a companhia projeta produzir até 1,7 bilhão de litros de biodiesel por ano, o que a tornaria, segundo o próprio grupo, a maior indústria de biodiesel em planta única do mundo. Junto com a esmagadora, a empresa também inaugurou uma planta de glicerina refinada, apresentada como a segunda maior do mundo nessa categoria.
O vice-presidente comercial, de relações institucionais e novos investimentos do grupo, Carlos Eduardo Hammerschmidt, afirmou que o projeto representa uma mudança estrutural na escala da companhia. “Estamos consolidando um modelo industrial totalmente integrado, que começa no campo e termina na geração de energia limpa. Essa verticalização nos dá eficiência, competitividade global e segurança de suprimento”, disse, em nota.
Além da ampliação da cadeia de soja e biodiesel, o grupo prevê expandir a produção de etanol de milho, com capacidade projetada de até 1 bilhão de litros por ano, e instalar um gasoduto para transporte de biocombustíveis. Segundo a nota, o investimento previsto para o duto é de R$ 300 milhões, dos quais R$ 100 milhões serão aportados pela Companhia Paranaense de Gás (Compagás).
Ao fim do ciclo de expansão, o complexo deverá processar cerca de 14.200 toneladas de grãos por dia, somando soja e milho. A empresa estima ainda injetar aproximadamente R$ 6,3 bilhões por ano na economia com a compra de grãos e projeta faturamento anual de R$ 20 bilhões até 2030. A operação logística do complexo deverá movimentar cerca de 355 caminhões por dia apenas para o recebimento de grãos.
O secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, afirmou que o investimento reforça a agregação de valor à produção agrícola do Estado. “O Brasil é líder mundial na produção de soja, com mais de 170 milhões de toneladas neste ano, e o Paraná contribui com cerca de 22 milhões. É inteligente processar essa produção, transformar em farelo e óleo, e especialmente em biodiesel”, disse.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
Veja também