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Sincopretro estima que metade dos R$ 0,14 de redução do litro da gasolina chegará aos postos

26 de janeiro de 2026

Por Francisco Carlos de Assis

São Paulo, 26/01/2026 – Parte dos analistas do mercado pode estar superestimando o impacto sobre a inflação da redução pela Petrobras de R$ 0,14 no preço do litro da gasolina para as distribuidoras, avalia o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia.

Em conversa com a Broadcast, o executivo disse entender que essa conta não deveria ser feita de forma linear porque desde a saída dos tanques da Petrobras, passando pelas distribuidoras até chegar às bombas, existem alguns procedimentos que podem levar, inclusive, a nenhuma redução do combustível na ponta consumidora.

“Eu acredito que destes R$ 0,14 de redução que a Petrobras repassou às distribuidoras, o que vai chegar às bombas será algo entre R$ 0,06 e R$ 0,08”, estimou.

De acordo com Gouveia, em primeiro lugar, as distribuidoras não são obrigadas a repassarem integralmente as reduções que recebem da estatal petrolífera. Além disso, teoricamente, do reajuste negativo dado pela Petrobras no preço da gasolina é preciso descontar o preço do etanol contido no combustível fóssil, o que reduziria o repasse a 75% do corte para distribuidoras.

Outro ponto a ser considerado é que os donos de postos também não são obrigados a repassarem a redução para o consumidor. Ainda, segundo, Gouveia, cada distribuidora trabalha de uma forma e o alívio para o consumidor final – que repercute de fato na inflação -, só começaria a aparecer na bomba a partir da próxima compra de gasolina pelos postos.

Ou seja, por enquanto, os postos vão aguardar o posicionamento das distribuidoras e os que forem repassar a redução da gasolina para os clientes só o farão quando receberem uma nova carga do combustível. Até então, vão manter os preços atuais.

Contato: francisco.assis@estadao.com

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