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Siamig Bioenergia: safra de cana em MG deve crescer 11,6% e atingir 83,3 mi/t em 2026/27

27 de abril de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 27/04/2026 – A safra 2026/2027 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve alcançar 83,3 milhões de toneladas, um avanço de 11,6% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Siamig Bioenergia apresentados durante a 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, realizada na sexta-feira passada (24) pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em Uberaba (MG).

O crescimento reflete a combinação de leve expansão de área e recuperação da produtividade agrícola no Estado. De acordo com a entidade, a área destinada à moagem deve somar cerca de 1,05 milhão de hectares, ante 1,03 milhão no ciclo passado, enquanto a produtividade média dos canaviais deve subir 10%, passando de 72,1 para 79,4 toneladas por hectare. As condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento dos canaviais contribuem para o ganho de produtividade, explicou a associação.

A Siamig também projeta melhora na qualidade da matéria-prima, com o ATR médio estimado em 139,4 quilos por tonelada de cana, alta de 1,4%. Com isso, a produção total de ATR deve atingir 11,6 milhões de toneladas, avanço de 13,2% na comparação anual.

No cenário base, a entidade considera a manutenção do atual equilíbrio no mix produtivo, com cerca de 55% da cana destinada à produção de açúcar. Nesse caso, a produção do adoçante deve chegar a 6,1 milhões de toneladas, crescimento de 13,2%, enquanto o etanol total é projetado em 3,04 bilhões de litros, alta de 13%, com avanço tanto do hidratado quanto do anidro.

Já em um cenário alternativo, condicionado ao avanço de medidas que ampliem a competitividade do etanol hidratado em Minas Gerais, o mix tende a se deslocar em direção ao biocombustível. A participação do açúcar cairia para cerca de 51%, enquanto a produção total de etanol poderia alcançar 3,34 bilhões de litros, um salto de 24,2%.

Nesse cenário, o destaque seria o etanol hidratado, com potencial de atingir 2,23 bilhões de litros, crescimento de 39,8%. Em contrapartida, a produção de açúcar avançaria de forma mais moderada, chegando a 5,65 milhões de toneladas, alta de 4,6%.

Segundo a Siamig Bioenergia, o desempenho projetado para a safra reflete “não apenas a recuperação dos indicadores agrícolas, como área, produtividade e ATR, mas também a elevada flexibilidade industrial do setor”. A definição final do mix produtivo, acrescenta a entidade, deve depender das condições de mercado e do ambiente regulatório, especialmente em relação à competitividade do etanol no Estado.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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